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Titulo As Mil e Uma Noites - Volume II
Autores Anónimo, Hugo Maia (Introdução, Tradução e Notas)
Género
Tradicional
Proposto por
Hugo Xavier
Editor
Hugo Xavier
Formato
15,5x23,5cm
N.º Páginas Estimado
580
Data Estimada
Setembro/Outubro de 2018
Notas
A primeira tradução feita em Portugal a partir dos mais antigos manuscritos árabes existentes. Diferente de tudo o que conhecia.
Entre 1704 e 1717, o orientalista francês Antoine Galland publicou em 12 volumes pela primeira vez numa língua europeia «As Mil e Uma Noites». Apesar de Galland ter baseado a primeira parte da sua tradução no manuscrito (quase) completo mais antigo que se conhece (séc. XIV), mudou significativamente o texto, alterando de forma drástica várias histórias, fazendo acrescentos a seu gosto, introduzindo histórias que nunca tinham feito parte das versões manuscritas e depurando todas as partes impudicas.
 
«As Mil e Uma noites» são um conjunto de histórias populares recolhidas por autor anónimo que teriam sido alegadamente escritas em persa e posteriormente traduzidas para árabe. Dos manuscritos persas, se existiram realmente, nada sobreviveu, mas dos árabes sobrevivem vários documentos possivelmente copiados de uma mesma versão primordial em árabe que se perdeu também ela.

Cada documento tem variações e disparidades — cada copista terá acrescentado ou interpretado mal a seu bel prazer — apesar de haver um corpo comum surpreendentemente semelhante entre as várias versões, sobretudo nas mais antigas.

Quem redigiu e copiou as suas histórias não seria versado nos cânones das belas-letras da língua árabe, e tudo leva a crer que este livro não agradaria nada aos leitores cultos, sendo muito possivelmente as suas histórias destinadas a serem contadas publicamente perto dos mercados, como ainda hoje acontece, por exemplo, na Praça Jemaa el-Fnaa em Marraquexe, e em saraus domésticos.  
 
O seu tom coloquial lembra os contos tradicionais portugueses, mas sem terem sido recolhidos por intelectuais e sem peias: as histórias são fantásticas, eróticas, violentas, apaixonantes e apaixonadas, cheias de lições morais e problemáticas filosóficas, de conselhos para  melhor viver e amar. No corriqueiro de histórias para entreter reside a sabedoria milenar de vários povos e de uma antiguidade que nos é, ainda assim, ao mesmo tempo estranha e próxima.
 
Talvez por isso as histórias de «As Mil e Uma Noites» estejam na base de muita da grande literatura  universal por nos terem dado o imaginário da literatura fantástica oriental.
 
Hugo Maia, tradutor e antropólogo, estudou língua, história e cultura árabes, preparou a primeira  tradução feita em Portugal, a partir dos manuscritos árabes mais antigos, menos embelezada e filtrada pelo imaginário ocidental, mais pura, sobretudo mais fiel. Um marco na história da edição  no nosso país e um texto fundamental da literatura universal.
 
Este segundo volume concluirá a tradução apresentando as restantes noites bem como uma série de apêndices onde se apresentam algumas versões alternativos e excertos que não são legíveis ou cujas páginas estão em falta no documento original mas que são completados por manuscritos posteriores.
 
Nada se sabe sobre o verdadeiro autor desta obra.
Edição Cartonada (capa dura)

Design de Capa: Susana Villar (Paper Talk) baseado num padrão árabe contemporâneo dos manuscritos.
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