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Titulo Dois
Autores Irène Némirovsky, Maria Ponce de Leão (tradutora)
Género
Romance
Proposto por
Maria Moura
Editor
Hugo Xavier
Formato
13 x 20cm
N.º Páginas Estimado
272
Data Estimada
Fevereiro/Março de 2023
Notas
Iréne Nèmirovsky constrói neste romance passado em Paris, durante os loucos anos 20, uma análise implacável feita de cinismo e ternura acerca da teia de relações humanas complexas estabelecidas entre homens e mulheres, pais e filhos, irmãos e irmãs.
No rescaldo da Primeira Guerra Mundial e face ao despertar de uma liberdade festiva e vertiginosa, a escritora russa de origem judia, nascida no actual território ucraniano, confronta-nos em Dois com estados de paixão que revira de seguida para expor os seus desencantos, questionando-nos sobre o amor e o casamento, com os seus alicerces frágeis e múltiplos vínculos inquebráveis. Esta anatomia lúcida, cruel e irónica mostra-nos mulheres pouco misteriosas, mas terrivelmente lúcidas quanto ao futuro que reivindicam, e homens aparentemente fortes e encantadores, que acabam por revelar poucas camadas de interesse.
É neste contexto que Marianne, na casa dos vinte anos, filha de Didier Segré, um pintor conhecido, e de uma herdeira rica, conhece Antoine, um sedutor inconstante e egocêntrico. Esta relação feita de sentimentos desiguais e pouco recíprocos conduz a um casamento pautado por relações extraconjugais e assente na força do hábito, nas aparências, na segurança e na passagem do tempo – os elementos que tecem o vínculo conjugal que se revela tanto mais forte quanto mais é forjado na hipocrisia e no constrangimento.
Irène Némirovsky (1903-1942) foi uma escritora russa de expressão francesa, nascida no actual território ucraniano, que teve grande êxito em França nos anos 30. Morreu em Auschwitz.
Nascida em Kiev, no seio de uma família judia abastada, mas pouco unida, Irène Némirovsky teve uma educação semelhante à da maior parte das crianças russas de meios endinheirados. A cultura e a língua francesas eram a bitola educacional da época. Assim, quando a família se mudou para Paris por causa da Revolução Russa, Irène não sentiu dificuldade em integrar-se na sociedade intelectual francesa. O seu primeiro livro foi publicado em 1929 e constituiu imediatamente um êxito entre a crítica.

Irène Némirovsky casou-se com outro emigrante judeu de origem russa de quem teve duas filhas; não pára de escrever. Novelas e romances curtos de grande realismo e profunda análise psicológica e social – aos quais não falta, muitas vezes, uma veia irónica – vão surgindo a espaços curtos.
O seu amor pela França e o lugar de destaque que alcançara no meio intelectual francês fazem-na abstrair-se das leis antijudaicas do governo de Vichy e dos ocupantes alemães. Em Julho de 1942, é presa e enviada para Auschwitz, onde morre de febre tifóide poucas semanas depois de chegar. O seu marido também é deportado para este campo e morre em Novembro do mesmo ano na câmara de gás.
As filhas do casal sobrevivem na clandestinidade durante a guerra. Depois deste período, a obra da Autora cai no esquecimento. Os vários manuscritos da mãe são preservados e a família decide torná-los públicos em 2004, 50 anos depois da morte da Autora. O romance Suite Francesa, bem como muitos outros textos, são então publicados, enquanto os escritos anteriores à guerra são reeditados com reconhecimento crítico e traduções em dezenas de línguas.
Nesse mesmo ano, Irène Némirovsky foi a primeira (e até agora a única) escritora a ganhar o prémio Renaudot a título póstumo, em 2004. Muitas das suas obras foram adaptadas para o cinema e a televisão.
Sem informação.
Impresso em papel snowbright com certificado ambiental

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