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Titulo O caso do camarada Tulaev
Autores Victor Serge, Francisco Silva Pereira (Tradutor)
Género
Romance
Proposto por
Hugo Xavier
Editor
Hugo Xavier
Formato
15,5x23,5 cm
N.º Páginas
320
Data
Maio de 2016
"Um dos maiores romances russos do século XX." Nicholas Lezard in The Guardian
Aquilo que realmente surpreende quem lê hoje Victor Serge está muito para lá do enquadramento político a que muitos leitores cronologicamente mais próximos reduziam a sua obra. Aquilo que surpreende hoje é que seja possível ter escrito obras de tão enorme e inegável talento para apenas ser lido como um autor 'político'.
Susan Sontag

Na noite gélida de Moscovo, o Camarada Tulaev, um alto funcionário governamental, é abatido a tiro em plena rua. Nesta visão panorâmica do grande terror das purgas estalinistas, a investigação policial que se segue alarga-se a todo o mundo desvendando redes inteiras de suspeitos unidos pelo simples facto de serem inocentes - pelo menos da morte em causa. Inquestionavelmente a melhor obra de ficção escrita sobre um dos momentos mais negros da história do século XX, não se limita a ser a história de um estado totalitário.

Marcado pelo profundo sentido humano do autor Victor Serge, o lendário anarquista e exilado político, é um notável clássico da literatura mundial, uma história de risco, aventura e nobreza inesperada capaz de ombrear com o melhor de Hemingway ou Malraux.

O brilhantismo deste romance é absolutamente inegável.
The Times

Uma obra embebida em misticismo; um livro que almeja o cosmos como se Serge se voltasse para a eternidade do próprio universo para evitar o absoluto desespero que via à sua volta.
Matthew Price in Bookforum

Que ninguém duvide da importância de Serge hoje. Uma voz que se ergueu contra o crime e a enorme desumanidade de um regime e que foi sendo calada por tremendas injustiças, é hoje lembrada pelo seu talento literário, ganha novo ânimo e chega a patamares onde nunca teria sido ouvida noutras eras.
Christopher Hitchens in The Atlantic Monthly
Victor Serge (1890-1947) foi um escritor e activista político russo que viveu boa parte da sua vida no exílio ou na prisão.
A vida de Victor Serge é um retrato da história política da Rússia. nascido na Bélgica filho de pais russos pobres e anti-czaristas, Serge vê os pais separarem-se quando tinha 15 anos. A partir daí teve de se sustentar usando as muitas leituras da sua infância e o conhecimento de várias línguas que lhe abriram a porta do jornalismo na Bélgica e em França e da política. fervoroso e radical anarquista, publicou dezenas de artigos, traduziu autores russos e tornou-se editor da mais importante revista anarquista francesa.

Devido a uma queixa infundada foi preso com a sua namorada e vários amigos por suposto envolvimento com um grupo anarquista. Serge foi libertado mas vários dos seus amigos foram executados ou passaram longos períodos na prisão.

Viajou por quase toda uma Europa em convulsão e pisou pela primeira vez solo russo em 1919, envolvendo-se de imediato com os bolcheviques e abandonando aos poucos as tendências anarquistas. Trabalhando para o Comintern Serge foi, com Trotsky e outros, o mais crítico da crescente influência do estado e de Joseph Stalin. Estas posições valeram-lhe vários períodos de prisão, a apreensão e destruição de várias obras, a proibição de trabalhar e, por fim a expulsão do país.

Perseguido em vários países, fazendo parte da lista de alvos a abater da GPU, Serge segue um percurso semelhante ao de Trostky mas é cada vez mais isolado por agentes duplos soviéticos que levantam falsos testemunhos que levam outros exilados russos a suspeitarem dele.

Morre no México em 1947 depois de vários problemas de saúde supostamente decorrentes dos vários anos na prisão em condições sub-humanas embora corram rumores de que teria sido envenenado.

Serge escreveu romances e contos, um livro de poemas (recuperados de memória após agentes de Stalin terem destruído o manuscrito original), e variadíssimos ensaios e obras de não-ficção sobre temas políticos e sociais.

A obra de Victor Serge foi redescoberta no começo dos anos 2000, altura em que começou a ser editada em vários países. O reconhecimento da qualidade da sua obra para lá do contexto político tem marcado a sua inclusão nos cânones literários.
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