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Titulo Manual de Etiqueta
Autor José Vilhena
Colecção
Obras de Vilhena
Género
Humor
Proposto por
Hugo Xavier
Editor
Hugo Xavier
Formato
12,5x17,5cm
N.º Páginas
152
Data
Maio de 2017
ISBN
978-989-99715-7-8
Notas
O mais profundo, investigado e detalhado Manual de Etiqueta jamais feito em Portugal
Efectivamernte, nenhum manual de etiqueta cobre todas as facetas e momentos da vida do ser humano como o espantoso Manual de José Vilhena, publicado originalmente em 1959 e que, sendo um clássico, é ainda totalmente actual.

«Ser educado é coisa muito bonita. Infelizmente 99% das pessoas, ainda considera que cuspir na cara do semelhante, urinar na rua, passar cheques sem cobertura, dar pontapés em polícias e palmadas na parte posterior das criadas de servir, são maneiras de pessoas «bem». Ora esses instintos devem ser refreados. Eis porque julgo vantajoso o aparecimento deste Manual de Etiqueta e civilidade. Todos quantos tiverem a felicidade de o possuir serão apontados como tipos educados.

E, para entrar já no assunto, advirto o leitor que não é de bom tom ler um livro sem o pagar. »

De notar os muito úteis apêndices com guias de boas maneiras especialmente pensados para: polícias, guardas-nocturnos, fadistas, camponeses, funcionários públicos, funcionários da Carris, milionários, dactilógrafas/secretárias, grandes industriais e comerciantes por grosso e atacado, escritores, criadas de servir, alentejanos ricos.

Humor a rodos; uma visão única e despida de preconceitos e mordomias, como sempre foi apanágio de um autor que marcou gerações.


 
José Vilhena foi, provavelmente, o maior humorista português do século XX.
"Folhear a produção de José Vilhena, em especial nesses anos de luz e chumbo, leva-nos a pensar que [...] os historiadores contemporâneos não valorizaram suficientemente a contribuição aguda do humor e da sátira para novas leituras da vida nacional, e que algum trabalho precisa ainda de ser feito pela academia para que tal integração recolha crédito. " Vasco Rosa in «Observador»

«Autobiografia
Vilhena nasceu em 1927, teve sarampo e todas as outras doenças peculiares nas crianças a quem a providência divina não ligou grande importância. No liceu foi perseguido pelos professores que o chumbaram sempre que puderam. Na Escola de Belas Artes foi um incompreendido. Tragédias sobre tragédias vão-se acumulando como nuvens no céu da sua vida. Aos 20 anos teve uma pneumonia. Aos 21 uma loira. Aos 23 foi chamado a cumprir o serviço militar. Aos 24 conhece uma daquelas mulheres que põem o juízo em água ao mais «sabido». Aos 25 é obrigado a trabalhar numa casa que traficava vinhos. Aí adquiriu uma inclinação muito acentuada para a bebida. Aos 26 vários dramas sentimentais (a carne entra também no sentimentalismo dele) tornam-no um descrente na humanidade, principalmente na parte feminina da humanidade. Aos 27 publica o seu primeiro livro (Este mundo e outro) e é apedrejado pela crítica de alguns jornais. Aos 28 tem uma paixão dupla (fenómeno raríssimo) isto é: apaixona-se por duas mulheres simultaneamente. Aos 29 publica o seu 2.º livro (Pascoal). Aos 30 conhece uma morena. Esta última tragédia assume proporções tão catastróficas que alguns amigos admitem ser o ponto final de uma vida inteiramente dedicada às artes e à contemplação da natureza (ou melhor – de certos espécimes da natureza). - José Vilhena, 1958.»

Escritor, pintor, cartoonista e humorista, Vilhena encantou, divertiu e escandalizou gerações de portugueses ao longo de mais de 50 anos de carreira.
Sem informação.
Capa dura com fitilho; edição fac-similada para manter a relação texto-imagem que era composição do autor.
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