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Titulo Águas Geladas - Histórias dos Mares, Rios e Lagos da Rússia
Autor Larissa Shotropa (organizadora)
Género
Contos
Proposto por
Larissa Shotropa e ILNova
Editor
Suzana Ramos
Formato
15,5 x 23,5 cm
N.º Páginas Estimado
404
Data Estimada
Novembro de 2026
Notas
Uma antologia de contos de escritores eslavos na qual a força extrema da natureza e a poesia da água se cruzam em fluxos surpreendentes.
Em Águas Geladas — Histórias dos Mares, Rios e Lagos da Rússia, a água é paisagem, destino, ameaça e promessa. Nos mares, rios e lagos da Rússia, o frio não é um simples cenário: é uma força que molda corpos, ofícios, carácter e sobrevivência. Estas histórias conduzem o leitor por um mundo em que o Inverno cobre tudo de gelo, a navegação se torna prova extrema e homens e mulheres parecem obrigados a desenvolver uma resistência quase sobre-humana para trabalhar, esperar, remar, atravessar, comerciar ou simplesmente permanecer vivos.
Mas a água russa não é apenas gelo. Com a Primavera, rios e lagos despertam com violência, rompem margens, arrastam memórias, devolvem caminhos e perigos. O degelo é renascimento, mas também convulsão: aquilo que o Inverno conservara imóvel regressa em movimento. Depois vem o Verão, breve e luminoso, trazendo o rumor das viagens, a abundância dos portos, o trabalho nos cais, a promessa da pesca, do comércio e da aventura. A água torna-se então espelho, estrada, fronteira e tentação.
Reunindo autores como Ivan Búnin, Ivan Turguéniev, Aleksandr Kuprin, Alekséi Nóvikov-Pribói, Nikolai Lesskov, Anton Tchékhov, Nikolái Bestújev, Ivan Gontcharov, Grigori Adamov, Boris Jitkóv, Vsévolod Vishnevski, Aleksandr Beliaev, Vladimir Korolenko e Aleksandr Grin, esta antologia percorre diferentes épocas e sensibilidades da literatura russa. Do realismo psicológico ao conto marítimo, da crónica de viagem à aventura, da ficção científica à memória naval, cada texto mostra a água como matéria viva da imaginação russa.
Organizada por Larissa Shotropa, esta colectânea revela a importância dos mares, rios e lagos na formação de um imaginário literário vastíssimo: a marinha mercante, o comércio, a exploração oceânica, as expedições, os naufrágios, as travessias interiores e exteriores. Em Águas Geladas, a água separa e une, mata e purifica, esconde e revela. É a grande via de passagem entre a dureza do mundo e a persistente possibilidade de recomeço.
 
Nesta antologia pode encontrar contos de:
Ivan Búnin (1870-1953), poeta, prosador e tradutor, foi o primeiro escritor russo distinguido com o Nobel da Literatura. A sua ficção alia memória aristocrática, exílio, natureza e perda, com uma prosa de rigor clássico e grande intensidade sensorial.
Ivan Turguéniev (1818-1883), romancista, dramaturgo e contista, foi o nome maior do realismo russo. Autor de Pais e Filhos e Memórias de Um Caçador, deu à paisagem, à vida rural e aos conflitos geracionais uma limpidez psicológica que marcou a ficção europeia.
Aleksandr Kuprin (1870-1938), um dos grandes contistas russos da viragem do século, foi militar, jornalista e observador de meios populares; escreveu sobre amor, marginalidade, circo, exército e aventura, com uma atenção directa à experiência vivida.
Alekséi Nóvikov-Pribói (1877-1944), pseudónimo de Alekséi Nóvikov, foi marinheiro do Báltico antes de se tornar escritor. A sua obra, incluindo Tsushima, fez dele uma das vozes centrais da literatura marítima russa e soviética.
Nikolai Lesskov (1831-1895), romancista, contista e jornalista, ficou célebre pela oralidade narrativa, pelo humor e pela atenção aos excêntricos, artesãos, clérigos e marginais da Rússia profunda. A sua prosa ocupa um lugar próprio entre o realismo, a sátira e a lenda.
Anton Tchékhov (1860-1904), médico, dramaturgo e contista, renovou a narrativa breve pela subtileza psicológica, pela economia de meios e pela atenção ao não dito. Os seus contos transformam vidas comuns em drama íntimo, sem retórica nem julgamentos fáceis.
Nikolái Bestújev (1791-1855) foi oficial da marinha, escritor, memorialista, inventor e participante na Revolta Dezembrista. A sua formação naval e o exílio siberiano deram à sua obra uma dupla marca: cultura técnica, experiência histórica e destino político.
Ivan Gontcharov (1812-1891), autor de Oblomov, foi um dos grandes romancistas russos do século xix. Funcionário imperial e viajante, participou numa missão naval ao Japão, experiência que deu origem ao relato A Fragata Pallada.
Grigori Adamov (1886-1945), pseudónimo de Grigori Gibs, foi um escritor soviético de ficção científica e aventura. Em obras como O Mistério dos Dois Oceanos, associou imaginação técnica, exploração submarina e confiança moderna no poder da ciência.
Boris Jitkóv (1882-1938) foi escritor, viajante, engenheiro de formação e autor de narrativas de aventura e literatura juvenil. A experiência de viagem, o contacto com navios, ofícios e animais deu aos seus textos precisão prática e energia narrativa.
Vsévolod Vishnevski (1900-1951) foi um dramaturgo, jornalista e escritor soviético, ligado à experiência militar e naval revolucionária. A sua obra mais conhecida, A Tragédia Optimista, consagrou uma visão épica, coral e politizada dos marinheiros em tempo de guerra civil.
Aleksandr Beliaev (1884-1942) foi um dos fundadores da ficção científica russa. Autor de O Homem-Anfíbio e A Ilha dos Navios Perdidos, combinou aventura, hipótese científica, imaginação técnica e fascínio pelo mar, pelo corpo e pelos limites humanos.
Vladimir Korolenko (1853-1921) foi escritor, jornalista e figura moral da intelligentsia liberal russa. A sua ficção une realismo, compaixão social e forte sentimento da paisagem, dando voz a exilados, pobres, viajantes e comunidades afastadas dos centros de poder.
Aleksandr Grin (1880-1932), pseudónimo de Aleksandr Grinevski, foi um mestre do neo-romantismo russo. Criou portos, ilhas e cidades imaginárias – a chamada Grinlândia – onde o mar é promessa de fuga, sonho, aventura e fidelidade ao impossível.
 
Sem informação.
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Impresso em papel snowbright com certificado ambiental

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