Nesta antologia pode encontrar contos de:
Ivan Búnin (1870-1953), poeta, prosador e tradutor, foi o primeiro escritor russo distinguido com o Nobel da Literatura. A sua ficção alia memória aristocrática, exílio, natureza e perda, com uma prosa de rigor clássico e grande intensidade sensorial.
Ivan Turguéniev (1818-1883), romancista, dramaturgo e contista, foi o nome maior do realismo russo. Autor de Pais e Filhos e Memórias de Um Caçador, deu à paisagem, à vida rural e aos conflitos geracionais uma limpidez psicológica que marcou a ficção europeia.
Aleksandr Kuprin (1870-1938), um dos grandes contistas russos da viragem do século, foi militar, jornalista e observador de meios populares; escreveu sobre amor, marginalidade, circo, exército e aventura, com uma atenção directa à experiência vivida.
Alekséi Nóvikov-Pribói (1877-1944), pseudónimo de Alekséi Nóvikov, foi marinheiro do Báltico antes de se tornar escritor. A sua obra, incluindo Tsushima, fez dele uma das vozes centrais da literatura marítima russa e soviética.
Nikolai Lesskov (1831-1895), romancista, contista e jornalista, ficou célebre pela oralidade narrativa, pelo humor e pela atenção aos excêntricos, artesãos, clérigos e marginais da Rússia profunda. A sua prosa ocupa um lugar próprio entre o realismo, a sátira e a lenda.
Anton Tchékhov (1860-1904), médico, dramaturgo e contista, renovou a narrativa breve pela subtileza psicológica, pela economia de meios e pela atenção ao não dito. Os seus contos transformam vidas comuns em drama íntimo, sem retórica nem julgamentos fáceis.
Nikolái Bestújev (1791-1855) foi oficial da marinha, escritor, memorialista, inventor e participante na Revolta Dezembrista. A sua formação naval e o exílio siberiano deram à sua obra uma dupla marca: cultura técnica, experiência histórica e destino político.
Ivan Gontcharov (1812-1891), autor de Oblomov, foi um dos grandes romancistas russos do século xix. Funcionário imperial e viajante, participou numa missão naval ao Japão, experiência que deu origem ao relato A Fragata Pallada.
Grigori Adamov (1886-1945), pseudónimo de Grigori Gibs, foi um escritor soviético de ficção científica e aventura. Em obras como O Mistério dos Dois Oceanos, associou imaginação técnica, exploração submarina e confiança moderna no poder da ciência.
Boris Jitkóv (1882-1938) foi escritor, viajante, engenheiro de formação e autor de narrativas de aventura e literatura juvenil. A experiência de viagem, o contacto com navios, ofícios e animais deu aos seus textos precisão prática e energia narrativa.
Vsévolod Vishnevski (1900-1951) foi um dramaturgo, jornalista e escritor soviético, ligado à experiência militar e naval revolucionária. A sua obra mais conhecida, A Tragédia Optimista, consagrou uma visão épica, coral e politizada dos marinheiros em tempo de guerra civil.
Aleksandr Beliaev (1884-1942) foi um dos fundadores da ficção científica russa. Autor de O Homem-Anfíbio e A Ilha dos Navios Perdidos, combinou aventura, hipótese científica, imaginação técnica e fascínio pelo mar, pelo corpo e pelos limites humanos.
Vladimir Korolenko (1853-1921) foi escritor, jornalista e figura moral da intelligentsia liberal russa. A sua ficção une realismo, compaixão social e forte sentimento da paisagem, dando voz a exilados, pobres, viajantes e comunidades afastadas dos centros de poder.
Aleksandr Grin (1880-1932), pseudónimo de Aleksandr Grinevski, foi um mestre do neo-romantismo russo. Criou portos, ilhas e cidades imaginárias – a chamada Grinlândia – onde o mar é promessa de fuga, sonho, aventura e fidelidade ao impossível.