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Titulo Canção do Vale
Autores Athol Fugard , Paulo Eduardo Carvalho (trad.)
Colecção
Textos de teatro
Género
Teatro
Proposto por
TNDMII
Editor
José Carlos Alfaro
Formato
13 x 20 cm
N.º Páginas
78
ISBN
978-989-8349-13-2
Abraam Jonkers, um agricultor negro septuagenário, vive com a sua neta Veronica, de dezassete anos, numa pequena aldeia da região do grande Karoo, na África do Sul.
Abraam, que é rendeiro, nunca saiu do vale, salvo durante a Segunda Guerra Mundial, quando prestou serviço como guarda prisional na região do Transval. Ele é a tradição, representante da vida patriarcal e tranquila da vastidão africana. No pólo oposto, Veronica, que nasceu em Joanesburgo, tem um sonho: partir e ser cantora na grande cidade. A trama da peça gira em torno do conflito de duas gerações com objectivos e sensibilidades diferentes, mas amarradas pelos afectos que as unem. Um texto empolgante, em que o Autor, terceira personagem, dialoga com as outras personagens, que também narram a sua história ao Autor e ao público.
Athol Fugard nasce em Middelburg, pequena aldeia do Karoo, região semidesértica da África do Sul, a 11 de Junho de 1932.
Filho de uma africânder e de um sul-africano de língua inglesa, provavelmente descendente de irlandeses, com três anos, vai com a família para Port Elizabeth, que passará a ser a sua terra. Estuda Filosofia e Antropologia Social, na Universidade do Cabo. Viaja por África à boleia durante seis meses e, como marinheiro, viaja durante dois anos pelo Oriente. Casa com a actriz Sheila Meiring. Formam um grupo de teatro experimental. Em 1958, deslocam-se para Joanesburgo, onde Athol obtém um
lugar de escrivão no Native Commissioner’s Court. Durante este período, que vai corresponder a uma fase de grande aprendizagem sobre a realidade social do país, frequenta o meio intelectual e os grupos de oposição ao apartheid. Em 1960, viaja para a Europa, onde trabalha no teatro. Regressa à África do Sul por razões de doença do pai e do nascimento da filha Lisa. Em 1962, interessa-se pelas ideias de Grotowski e funda com actores negros o Serpent Players: cria as suas peças, improvisando com os actores, e torna-se a mais potente voz de protesto contra o apartheid no teatro. Passa a ser conhecido em todo o mundo, juntamente com John Kani e Winston Ntshona, os seus principais actores. Com o fim do apartheid, Fugard regressa às suas fontes de inspiração, mas os seus diários insistem sobre o papel do artista face à política e a sociedade, continuando a sua actividade não só como dramaturgo mas também encenando quase todas as estreias das suas peças e entrando muito
regularmente como actor. Athol Fugard reparte o seu trabalho pela Europa e a América, onde os seus textos ganharam grande audiência, e é hoje considerado um dos mais importantes dramaturgos contemporâneos.
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