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Titulo Os Mutilados [Pré-venda -20%]
Autores Hermann Ungar, Vanda Inácio Gomes (Tradução)
Colecção
Livro B
Género
Romance
Proposto por
Hugo Xavier
Editor
Hugo Xavier
Formato
12x21cm
N.º Páginas
180
Data
Fevereiro de 2020
«Uma obra-prima que deveria ser incluída entre os grandes clássicos da Literatura.» Thomas Mann, prémio Nobel de Literatura
Um inferno sexual, pleno de depravação, crime e da mais profunda melancolia - uma digressão monomaníaca, se preferirem, mas apesar de tudo uma digressão interior de arte no seu sentido mais puro, escreveu Thomas Mann sobre este romance de Hermann Ungar.

A história de um empregado bancário neurótico e socialmente inepto cuja grande ambição é a criação de uma vida controlada e sem surpresas mas que é arrastado numa cadeia de eventos para o caos total.

Escrito em pleno coração cultural de uma Europa sob influência das doutrinas de Freud, Os Mutilados, é um romance que nos fala das nossas inseguranças e põe a nu as relações menos lícitas e raramente abordadas entre o indivíduo e a sociedade.

Obra de escândalo na forma como aborda as temáticas sexuais, o livro de Ungar caiu no esquecimento antes da Segunda Guerra Mundial e foi apenas redescoberto nos anos 80, altura a partir da qual passou a integrar o cânone da melhor literatura europeia do Século XX.

Um livro maravilhoso e horrível, cativante e repulsivo, inesquecível embora se ficasse contente por poder esquecê-lo. Stefan Zweig
Hermann Ungar (1893-1929), foi um escritor judeu da Morávia de expressão alemã.
Particularmente activo no meio literário intelectual de Berlim, Viena e Praga na terceira década do século XX, Ungar foi influenciado pelo Expressionismo e pela psicanálise.

As suas obras testam até aos limites mais negros o tecido social e abordam temáticas de choque como a sexualidade e a doença psicológica. Admirado por todos os grandes nomes da cultura germanófil, foi comparado a kafka aquando da sua publicação em França onde a sua obra foi traduzida perto do final da sua vida.

Autor de dois romances, vários contos, peças de teatro e ensaios, Ungar foi esquecido durante a Segunda Guerra Mundial tendo as suas obras sido especialmente destacadas entre a lista de livros da destruir pelo regime nazi.

Nos anos 80, após uma nova tradução francesa da sua obra, o escritor foi ressuscitado tendo sido traduzido em mais de duas dezenas de línguas e vendo novamente o seu nome a figurar no cânone da literatura europeia.
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