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Titulo Homens na Prisão
Autores Victor Serge, Francisco Silva Pereira (tradutor)
Género
Romance
Proposto por
Hugo Xavier
Editor
Hugo Xavier
Formato
15,5x23,5cm
N.º Páginas Estimado
220
Data Estimada
Fevereiro / Março de 2020
Notas
Reinventar o mundo paga-se caro, muito caro.
Inspirado, como quase todos os restantes livros do autor, na sua experiência de vida, «Homens na Prisão» é o relato do que aconteua aos jovens que integravam os grupos anarquistas na França do começo do século XX.

Serge, filho de expatriados russos a viver em França fez parte de grupos como esses. Grupos de jovens cansados do mundo em que viviam com as suas hipocrisias e a sua corrupção. Jovens que sonhavam mudar o mundo.

Também Serge foi preso. Também sobre ele incidiu um sistema prisional que apostava em vergar os homens às morais vigentes. Este romance é o desses homens em luta contra um sistema.

Anos mais tarde Serge juntou-se aos bolcheviques e ao partido comunista. Também aí a sua vontade era mudar o mundo, também aí essa vontade lhe valeu a prisão. Este também é esse romance. O romance dos homens que acreditam no seu poder para transformar a realidade.

«Uma obra tão mais cruel quanto os homens que acabam na prisão têm intenções puras. Brutal, pungente, um livro vital para quem sonha mudar o mundo.» Jean-Michel Girard
Victor Serge (1890-1947) foi um escritor e activista político russo que viveu boa parte da sua vida no exílio ou na prisão.
A vida de Victor Serge é um retrato da história política da Rússia. nascido na Bélgica filho de pais russos pobres e anti-czaristas, Serge vê os pais separarem-se quando tinha 15 anos. A partir daí teve de se sustentar usando as muitas leituras da sua infância e o conhecimento de várias línguas que lhe abriram a porta do jornalismo na Bélgica e em França e da política. fervoroso e radical anarquista, publicou dezenas de artigos, traduziu autores russos e tornou-se editor da mais importante revista anarquista francesa.

Devido a uma queixa infundada foi preso com a sua namorada e vários amigos por suposto envolvimento com um grupo anarquista. Serge foi libertado mas vários dos seus amigos foram executados ou passaram longos períodos na prisão.

Viajou por quase toda uma Europa em convulsão e pisou pela primeira vez solo russo em 1919, envolvendo-se de imediato com os bolcheviques e abandonando aos poucos as tendências anarquistas. Trabalhando para o Comintern Serge foi, com Trotsky e outros, o mais crítico da crescente influência do estado e de Joseph Stalin. Estas posições valeram-lhe vários períodos de prisão, a apreensão e destruição de várias obras, a proibição de trabalhar e, por fim a expulsão do país.

Perseguido em vários países, fazendo parte da lista de alvos a abater da GPU, Serge segue um percurso semelhante ao de Trostky mas é cada vez mais isolado por agentes duplos soviéticos que levantam falsos testemunhos que levam outros exilados russos a suspeitarem dele.

Morre no México em 1947 depois de vários problemas de saúde supostamente decorrentes dos vários anos na prisão em condições sub-humanas embora corram rumores de que teria sido envenenado.

Serge escreveu romances e contos, um livro de poemas (recuperados de memória após agentes de Stalin terem destruído o manuscrito original), e variadíssimos ensaios e obras de não-ficção sobre temas políticos e sociais.

A obra de Victor Serge foi redescoberta no começo dos anos 2000, altura em que começou a ser editada em vários países. O reconhecimento da qualidade da sua obra para lá do contexto político tem marcado a sua inclusão nos cânones literários.
Sem informação.
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