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Titulo O Ano I da Revolução
Autores Victor Serge, Nuno dos Santos (Tradutor)
Colecção
Documentos
Género
Não-ficção
Proposto por
Hugo Xavier
Editor
Hugo Xavier
Formato
15,5x23,5 cm
N.º Páginas Estimado
660
Data Estimada
Outubro de 2022
Notas
Para muitos, o retrato mais fiel e realista da revolução soviética vista do seu interior.
Victor Serge é, por excelência, o escritor que esteve mais perto da fome revolucionária do começo do século xx. Na sua juventude colaborou com o movimento anarquista em França, partiu depois para a Rússia, terra natal dos seus pais onde esteve no centro da acção convivendo com os principais actores da revolução. Acabou preso por discordar de muito do que foi feito e querer uma revolução mais profunda. Fugiu da Rússia depois de ver muitos dos seus trabalhos queimados. Passou por Espanha a tempo de participar na Revolução e acabou, como o seu colega revolucionário Leon Trotsky, no México, onde se diz ter morrido envenenado por agentes russos.

Esta grande reportagem é um diário do primeiro ano da revolução relatado por alguém que estava literalmente dentro da máquina revolucionária e que viveu todos os principais acontecimentos. O realismo da narração era necessário a Serge, que queria demonstrar aos seus antigos colegas anarquistas quais os erros do anarquismo russo e quais as virtudes da revolução. Foi a obrigação de partilhar esse olhar honesto e atento que o levou a aperceber-se do caminho que a revolução estava a tomar.

Esta obra conta com fotografias da época, identificando os principais protagonistas de cada momento e vários episódios marcantes dos primeiros tempos do regime soviético.
Victor Serge (1890-1947) foi um escritor e activista político russo que viveu boa parte da sua vida no exílio ou na prisão.
A vida de Victor Serge é um retrato da história política da Rússia. Nascido na Bélgica, filho de russos pobres e anti-czaristas, Serge vê os pais separarem-se quando tinha 15 anos. A partir daí, teve de se sustentar, usando as muitas leituras da sua infância e o conhecimento de várias línguas que lhe abriram a porta do jornalismo na Bélgica e em França, bem como da política. Anarquista fervoroso e radical, publicou dezenas de artigos, traduziu autores russos e tornou-se editor da revista anarquista francesa mais importante. Devido a uma queixa infundada foi preso com a sua namorada e vários amigos por um presumível envolvimento com um grupo anarquista. Serge conseguiu ser libertado, mas alguns dos seus amigos acabaram por ser executados, enquanto outros passaram longos períodos na prisão.

Viajou por quase toda uma Europa em convulsão e pisou pela primeira vez o solo russo em 1919, envolvendo-se de imediato com os bolcheviques e abandonando aos poucos as tendências anarquistas. Trabalhando para o Comintern, Serge foi, com Trotsky e outros, o maior crítico da crescente influência do Estado e de Estaline. Estas posições valeram-lhe vários períodos de prisão, a apreensão e a destruição de várias obras, bem como a proibição de trabalhar, e, por fim a expulsão do país.

Perseguido em vários países, e fazendo parte da lista de alvos a abater da GPU, Serge segue um percurso semelhante ao de Trotsky, mas é cada vez mais isolado por agentes duplos soviéticos, cujos falsos testemunhos levantados conduzem outros exilados russos a suspeitarem dele.

Serge morreu no México em 1947, depois de muitos problemas de saúde supostamente decorrentes dos vários anos na prisão em condições sub-humanas, embora corram rumores de que tenha sido envenenado.

Escreveu romances e contos, um livro de poemas (recuperados de memória depois de os agentes de Estaline terem destruído o manuscrito original), bem como variadíssimos ensaios e obras de não-ficção sobre temas políticos e sociais.

A obra de Victor Serge foi redescoberta no início do século xxi, altura em que começou a ser editada em vários países. O reconhecimento da qualidade do seu trabalho para lá do contexto político marcou a sua inclusão nos cânones literários.
Sem informação.
Impresso em papel snowbright com certificado ambiental

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