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Titulo Isabelle [Exclusivo E-Primatur n.º 9]
Autores André Gide, João Pedro de Andrade (tradutor)
Colecção
Exclusivos
Género
Novela
Proposto por
Hugo Xavier
Editor
Hugo Xavier
Formato
13x20cm
N.º Páginas
136
Data
Março de 2026
ISBN
978-989-9328-43-3
Notas
«Isabelle», de André Gide, é um conto inquietante sobre a sedução da ausência e o poder ilusório do ideal.
Um jovem estudante, Gérard Lacase, chega a uma antiga propriedade normanda — o decadente castelo de La Quartfourche — para conhecer parentes afastados. A atmosfera que encontra é estranha e opressiva: uma família excêntrica, dominada por rituais rígidos e por um culto quase místico em torno de Isabelle, uma jovem ausente cuja imagem sobrevive apenas através de retratos e reminiscências. Fascinado por essa figura que nunca viu, Gérard projecta nela um ideal de beleza e pureza, deixando-se envolver numa obsessão crescente.
À medida que a realidade começa a infiltrar-se nesse mundo de sombras e ilusões, o protagonista confronta-se com a discrepância entre o sonho e o real. A revelação final desmonta brutalmente o mito de Isabelle, expondo a fragilidade das construções imaginárias e a tendência humana para amar aquilo que não conhece. Gide constrói assim uma narrativa subtil e perturbadora sobre o auto-engano, o desejo e a desilusão.
André Gide (1869-1951) é um dos escritores franceses mais importantes do século XX.
Nascido no seio de uma família francesa protestante, Gide cresceu e foi educado sobretudo na Normandia, num grande isolamento social. Desde cedo começou a escrever, tendo publicado o seu primeiro romance em 1891.

Numa viagem ao Norte de África, foi surpreendido por um mundo de liberdade que, dada a sua educação, nunca antes imaginara, acabando por admitir a sua atracção pelos corpos saudáveis de rapazes jovens.

Gide travou conhecimento com Oscar Wilde em Paris, em 1895. O autor de O Retrato de Dorian Gray julgou que lhe tinha revelado a sua homossexualidade, mas a avaliar pelos diários do escritor francês sabemos que nessa altura já tinha plena consciência da sua condição. O drama de Gide era, pois, a conciliação entre a sua rigorosa educação protestante com uma liberdade que sentia necessária para assumir a sua sexualidade.

Apesar de ser casado, Gide envolveu-se com um jovem e ambos fugiram para Inglaterra, o que lhe trouxe críticas tanto da França católica, como da França protestante. E se é certo que a sua obra é admirada e tem uma clara influência na formação de jovens escritores como Camus ou Sartre, sempre que Gide abordou a sua orientação sexual a crítica com afinidades católicas e protestantes não lhe deu tréguas.

Como tradutor, introduziu as obras de Joseph Conrad em França. A sua actividade de crítico e escritor foi contínua, mas acrescentou-lhe uma vertente de defesa dos Direitos Humanos da qual é pioneiro. Por um breve período foi simpatizante dos ideais comunistas, mas, convidado a visitar e a discursar na União Soviética, regressou desiludido com a censura dos seus discursos e o estado geral da cultura no país.

Em 1939 tornou-se o primeiro escritor vivo a ser incluído na famosa colecção Bibliothèque de La Pléiade. Em 1947, recebeu o Nobel de Literatura.

Morreu em 1951. Um ano depois, a Igreja Católica Romana colocou as suas obras no Index Prohibitorum.

A ficção de Gide e os seus escritos autobiográficos estão traduzidos em mais de 40 línguas e o Autor é hoje reconhecido não apenas pelo seu génio literário, mas também como uma das primeiras personalidades a assumirem a sua homossexualidade, discutindo abertamente a sua posição com a moralidade vigente.
Sem informação.
Impresso em papel snowbright com certificado ambiental.

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