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Titulo As Aventuras de Sindbad
Autores Gyula Krúdy, Piroska Felkai (tradutor)
Género
Conto
Proposto por
Hugo Xavier
Editor
Hugo Xavier e Suzana Ramos
Formato
15,5x23,5 cm
N.º Páginas
540
Data
Junho de 2023
ISBN
978-989-8872-40-1
Notas
Um clássico maior da literatura europeia pela primeira vez traduzido em língua portuguesa.
«O Sindbad de Krúdy é todo um manual sobre como homens e mulheres idealizam a relação amorosa. Pequenas histórias que se sucedem e jogam com tempo, espaço e memória em variações infinitas.» Philippe Sollers

«Se há um escritor no mundo para além de Shakespeare que tenha definido a língua de um país e a forma de ser e pensar das suas gentes, aqui o temos: o húngaro é a língua de Gyula Krúdy.» -- Imre Kertész (Prémio Nobel da Literatura)

Publicadas ao longo de décadas, as aventuras de Sindbad seguem a estrutura dos contos de As Mil e Uma Noites mas passam-se no império austro-húngaro nos últimos anos do séc. XIX e nos primeiros anos do séc. XX. O personagem principal é descrito como «Sindbad, o navegador das mil e uma noites» no que é, logo à partida, ao mesmo tempo uma ironia sobre o amante nocturno, um Don Juan, um Casanova, e a definição do seu caracter: um homem irrequieto e aventureiro, incapaz de se comprometer.
As histórias sucedem-se: numa primeira fase Sindbad visita as suas paixões antigas, de estudante, de juventude. Vivendo um presente que não o motiva, em que se vê confrontado com a decadência de valores sociais morais, Sinbad procura as paixões que o inspiraram apenas para perceber que na sua lembrança essas mulheres são mais belas e interessantes do que na realidade. Mais adiante, Sindbad estará morto, não é mais do que uma recordação, um sonho, uma vaga lembrança das muitas mulheres que amou e o amaram. Aí são elas que o recordam sempre diáfano, uma figura no nevoeiro do passado. também essa figura é idealizada.
Uma das leituras de Krúdy na sua infância fora a das Mil e Uma Noites, a partir da tradução francesa de Antoine Galland que adicionara ao manuscrito árabe as histórias de Sindbad, retiradas de outro manuscrito árabe. O escritor usou esta figura que nunca tem consistência para ser um verdadeiro personagem, para fazer um retrado da decadância do seu tempo que antecipava a Primeira Guerra Mundial. A decadência da sociedade, dos valores e, claro, das relações amorosas. Os contos vão se sucedendo e traçam um retrato social que alterna a pequena aldeia com a grande cidade, o passado e o presente, o sonho e a realidade, a paixão e o depois e um mundo em mudança.

«A escrita de Krúdy tem em si algo de fantástico: um espectro brilhante do qual a realidade é apenas uma das cores. Este livro é uma dádiva!» —Michael Hofmann, The Times Literary Supplement

«Nestas aventuras seguimos um sedutor que tece sonhos, e a prosa de Krúdy é apropriadamente sedutora, uma litânia de longas e lânguidas, frases musicais que introduzem um elemento encantarório nesse mundo de Sindbad que vai das pequenas estalagens de aldeia aos restaurantes gourmet de Peste onde nos podemos cruzar com uma actriz famosa ou com a mulher do ferreiro. As aventuras de Sindbad são, assim, algumas dss mais belas mentiras tingidas pelo sépia da memória, alguma vez vertidas para o papel e que embrulham as mais profundas verdades sobre aquilo a que chamamos amor.» -- The L Magazine

«Ao longo de um século a obra de Krúdy tem sido sucessivamente reconhecida e traduzida em toda a Europa de Leste. Não é exagero dizer que havia todo um mundo, toda uma realidade por conhecer.» -- Magazine Littéraire

«Todas as aventuras deste Sindbad envolvem o amor e a sua demanda e uma idolatrização quase fetichista da mulher, de todas as mulheres do império austro-húngaro quase, e, por sua vez, do enamoramento destas em serem amadas, cortejadas e adoradas.» -- El Pais

«Lembrou-me as melhores páginas de García Márquez. Deslumbrante, belo e impoortante nos nossos tempos em que esquecemos o importante trocando-o pelo acessório. O jogo do amor é fundamental.» -- William Goldmann

«Krúdy teve a percepção do fim de um mundo e deixou-nos esse mundo plasmado nas histórias de Sindbad.» -- Bookforum

«O leitor que procura enredo e acção não os encontrará com facilidade. Estão lá mas esmagados pela atmosfera: um denso nevoeiro, um miasma de erotismo velado, beijos roubados na noite, decadência, nostalgia e derradeiramente morte e ruína. E há também uma plenitude de escrita extraordinariamente rica e luxuriante bem como de conceitos inovadores.» -- Corriere della Sera

«Há menos de 100 anos a Europa central e de Leste era o mundo que Krúdy descreve. Claro, já em perda, já em transformação para algo diferente. Vieram as guerras, as políticas e as ideologias e perdeu se o Amor. Se o procurássemos e encontrássemos seria, porventura, diferente do que aquele que estas páginas ressuscitam mas, como elas, na nossa mamória colectiva, é tão, tão belo.» -- Hans Radau, Die Welt
Gyula Krúdy (1878-1933) é um dos nomes mais importantes da literatura húngara e um dos grandes renovadores das literaturas da Europa Central e de Leste.
Nascido no seio de muma família de posses, Gyula Krúdy era filho de um advogado e de uma das empregadas da casa de família. Os seus pais apenas se casaram quando o jovem fez 17 anos.
Apesar da vontade do pai em que se formasse como advogado, Krúdy rapidamente enveredou pela escrita começando a colaborar com jornais e periódicos diversos. Em 1896 muda-se para Budapeste e o pai deserda-o. A sua escrita, crónicas, contos e romances, têm grande sucesso mas após a Primeira Guerra Mundial, com as dificuldades de circulação do livro e a subida do prço do papel, uma grande quebra nos hábitos de leitura leva a que o escritor viva com dificuldades até ao final da vida. A bebida não ajudou. Em 1930, três anos antes da sua morte, recebe o mais prestigiado prémio literário húngaro, o prémio Baumgarten.
Com a segunda Guerra mundial e os problemas económicos que se lhe seguiram, a obra de Krúdy foi quase esquecida mas Sandor Marai trouxe-a novamente para a ribalta e nos anos 80 do século XX as obras de Krúdy estavam traduzidas em quase todos os países da Europa Central e de Leste com grande sucesso. Sindbad e outros personagens viram as suas histórias adaptadas ao pequeno e grande ecrãs.
Com Hrabal, Marai e Joseph Roth, é considerado um dos grandes renovadores da moderna literatura europeia.
Sem informação.
impresso em papel snowbright com certificado ambiental

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