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Titulo As Prescrições do Dr. Marigold - Ficção Curta Completa 1857-1868
Autores Charles Dickens, Francisco Silva Pereira (Tradutor)
Género
Conto e Novela
Proposto por
Hugo Xavier
Editor
Hugo Xavier
Formato
15,5x23,5cm
N.º Páginas Estimado
560
Data Estimada
Outubro / Novembro de 2024
Notas
Charles Dickens, o escritor mais importante da era vitoriana, escreveu sensivelmente 100 contos e novelas.
Contudo, e ao contrário do que acontece com vários escritores seus contemporâneos ou mesmo anteriores, raras são as edições dos seus contos ou novelas completos.

A razão deve-se ao facto de poucos serem os contos de Dickens que podem ser publicados isoladamente. Passamos a explicar: a maior parte da sua ficção curta foi publicada nas revistas que dirigiu e que vendiam tiragens de milhões por todo o Império Britânico. Ora, a intenção do Autor era fidelizar o seu público, criando suspense e interesse continuado nas narrativas. Assim, Dickens desenvolveu uma técnica original: escrevia um ou mais contos que usavam o mesmo cenário (uma personagem, uma localidade, um tema) e publicava-os um a um criando reconhecimento no leitor. Depois convidava outros escritores habituais da sua revista (alguns bastante famosos, como Wilkie Collins, autor de A Mulher de Branco) para escreverem outros contos dentro do cenário que tinha criado; Dickens editava-os para que houvesse harmonia com o universo que tinha criado e não se sabe hoje qual foi o grau de intervenção real do escritor. Sabe-se, isso sim, que algumas sequências de contos tinham o nome individualizado dos colaboradores, noutras apareciam formulações do tipo «Charles Dickens e Companhia». No entanto, o conto que fechava a série era sempre de Dickens e, dessa forma, muitos perdem força isoladamente ou podem mesmo não fazer sentido. Noutros casos ainda, Dickens escrevia narrativas breves que publicava em revistas e, mais tarde, incluía dentro dos seus romances como «uma história que alguém contava».

Como tal, fazer uma compilação da ficção curta de Dickens foi sempre um  processo complexo.
O livro que agora se apresenta é o primeiro de 6 volumes, num total estimado superior a 3000 páginas de leitura, e é a primeira edição a nível mundial a compilar de forma lógica a ficção curta de Dickens, incluindo as obras em colaboração editadas pelo Autor – algumas delas são pela primeira vez publicadas em livro.

Neste volume o Leitor encontrará as duas últimas novelas escritas por Dickens e duas sequências de contos redigidos em colaboração com Charles Allston Collins, Hesba Stretton, George Walter Thornbury, Caroline Leigh Gascoigne, Andrew Halliday, Hesba Stretton ou a maior autora de literatura de viagens vitoriana, Amelia Edwards.

Os volumes serão publicados ao ritmo de um por ano, seguindo uma ordem cronológica inversa, ou seja, começando pelas derradeiras obras do Autor e regredindo para as primeiras, de modo que o leitor possa compreender de uma forma mais nítida a evolução da escrita de Dickens.
Charles Dickens (1812-1870) é reconhecido hoje como o primeiro escritor com verdadeira projecção global.
Charles Dickens criou algumas das melhores personagens literárias de todos os tempos e foi um dos pioneiros mais importantes na defesa dos direitos das crianças em Inglaterra. O facto de ter sido obrigado a abandonar a escola para trabalhar numa fábrica quando o pai foi preso por dívidas marcou-o profundamente, levando-o a transformar essa realidade no tema principal de algumas das suas obras.

Apesar da falta de instrução formal, foi director do jornal literário mais importante do seu tempo durante cerca de 20 anos, escreveu várias novelas, largas centenas de contos, ensaios e artigos, bem como quinze romances. A importância da sua obra alcançou uma grandeza de tal ordem, que muitas das suas personagens são referências incontornáveis – como são os casos de Oliver Twist, Fagin, Ebenezer Scrooge ou a Menina Havisham – mesmo para aqueles que nunca leram os seus livros.
Dickens foi igualmente um orador famoso, muito empenhado nas causas do seu tempo, e um grande agitador social que reivindicou, a par dos direitos das crianças, a necessidade de criar condições minimamente dignas que a era da Revolução Industrial parecia querer destruir definitivamente.
Sem informação.
Impresso em papel snowbright com certificado ambiental.

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