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Titulo O Passa-Paredes e Outras Novelas
Autores Marcel Aymé, Manuel de Freitas (tradutor)
Colecção
Livro B
Género
Conto e Novela
Proposto por
Hugo Xavier
Editor
Hugo Xavier
Formato
12,5x21cm
N.º Páginas Estimado
320
Data Estimada
Abril de 2026
Notas
Publicado em 1943, em plena Ocupação nazi de França, este livro reúne alguns dos contos mais emblemáticos de Marcel Aymé, escritor que soube enfrentar um tempo de censura, vigilância e medo recorrendo à imaginação como forma de lucidez crítica.
Longe do panfleto ou da alegoria transparente, Aymé escolhe o desvio, o insólito e o fantástico como instrumentos de observação moral e social.
O célebre conto «O Passa-paredes», em que um modesto funcionário descobre a capacidade de atravessar paredes, é exemplar desse método: o prodígio não conduz à libertação heróica, mas a uma ironia amarga sobre o poder, a submissão e o ridículo das hierarquias. O fantástico surge assim como um prolongamento natural do real, expondo, por exagero ou deslocação, a violência latente do quotidiano.
Outras narrativas da colectânea recorrem ao absurdo, ao humor negro ou a pequenas rupturas da ordem natural para dizer aquilo que o discurso directo não podia dizer. Durante a Ocupação, esta escrita oblíqua permitia falar de opressão, conformismo, arbitrariedade e medo sem nomear explicitamente o ocupante ou o regime, tornando a fantasia um espaço de resistência intelectual.
A força imagética e dramática destes contos explica a sua longa vida para além do livro. Le Passe-Muraille conheceu adaptações ao cinema, ao teatro e à televisão, em França e no estrangeiro, confirmando a extraordinária plasticidade narrativa de Marcel Aymé e a actualidade de uma obra que, sob a leveza aparente, conserva um núcleo profundamente inquietante.

«Sob a aparência da fantasia, Aymé descreve o mundo tal como ele é — intolerável.» — Gaëtan Picon, Panorama de la littérature française

«O fantástico de Marcel Aymé não foge ao real: encosta-se a ele como uma lâmina.» — Le Monde, crítica literária

«Poucos escritores souberam usar o irreal com tamanha precisão moral.» — Italo Calvino, ensaio sobre a narrativa fantástica francesa

«Le Passe-Muraille é uma parábola perfeita sobre o poder e a submissão.» — Les Temps modernes, nota crítica

«Aymé escreve como quem sorri, mas o sorriso é um acto de acusação.» — André Billy, Le Figaro littéraire

«Durante a Ocupação, a imaginação foi uma forma de coragem.» — Jean-Louis Bory, estudo crítico sobre literatura francesa dos anos 40

«A simplicidade da linguagem esconde uma extraordinária ferocidade intelectual.» — Roger Nimier, ensaio crítico

«Marcel Aymé pertence à linhagem dos grandes contistas europeus.» — Encyclopædia Universalis

«Um clássico do século XX, tão acessível quanto implacável.» — Lire 
Marcel Aymé (1902–1967) foi um dos mais singulares escritores franceses do século XX, destacando-se como romancista, contista e dramaturgo, com uma obra marcada pelo humor mordaz, pelo fantástico discreto e por uma atenção constante às hipocrisias sociais e morais do seu tempo.
A sua escrita, aparentemente simples e acessível, oculta uma visão profundamente crítica do poder, da autoridade e do conformismo colectivo.
Nascido em Joigny, na Borgonha, Aymé perdeu a mãe muito cedo e teve uma juventude errante, passando por vários colégios antes de concluir estudos em Paris. Trabalhou em diferentes ofícios antes de se afirmar como escritor nos anos 1930. Durante a Ocupação alemã permaneceu em França, publicando obras que recorreram frequentemente ao fantástico e ao absurdo como forma indirecta de abordar realidades opressivas, o que marcou decisivamente a recepção crítica da sua produção desse período.
A sua obra conheceu ampla difusão e reconhecimento, sendo rapidamente traduzida em numerosas línguas e adaptada a vários meios artísticos. Contos e peças suas foram levados ao cinema, ao teatro e à televisão — entre as adaptações mais célebres conta-se Le Passe-Muraille, levado ao cinema em 1951. Embora não tenha sido um autor de prémios literários institucionais de grande visibilidade, alcançou um reconhecimento duradouro junto do público e da crítica, consolidando-se como um clássico moderno da literatura francesa.
Entre as suas principais obras figuram os romances La Jument verte, Uranus e Le Chemin des écoliers, bem como numerosas colectâneas de contos, onde sobressai Le Passe-Muraille et autres nouvelles. Os seus temas centrais incluem a arbitrariedade do poder, a fragilidade da moral social, o absurdo das convenções e a solidão do indivíduo comum, frequentemente tratados através de situações fantásticas ou ligeiramente desviadas do real, que tornam a sua obra simultaneamente lúdica e profundamente inquietante.
Sem informação.
Impresso em papel snowbright com certificado ambiental

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