41.99 €
Titulo Subscrição de Livros Exclusivos (Vols. 12 a 15)
Autores Diversos, Pierre Loti, Miguel de Unamuno, Eduardo Dias, Panaït Istrati
Colecção
Exclusiva
Género
Subscrição
Proposto por
Hugo Xavier
Editor
Hugo Xavier
Formato
13x20cm
N.º Páginas
924
Data
Março, Junho, Setembro, Dezembro
Notas
Colecção de obras de venda exclusiva no site e em eventos com participação directa da editora (como Feiras do Livro).
A subscrição da Colecção Exclusiva da E-Primatur engloba os 4 volumes seguintes por publicar da colecção (assim, depois de publicado o volume 1, uma nova subscrição contempla os volumes 2, 3, 4 e 5 e assim por diante) e pode ser subscrita em qualquer momento, resultando num desconto médio de 30%.

Estas obras estarão apenas disponíveis para venda directa no nosso site ou em eventos como Feiras do Livro. Os livros poderão ser adquiridos individualmente pelo valor abaixo descrito após a data anunciada de publicação.

São pequenas tiragens de obras que dificilmente teriam lugar nos escaparates por se destinarem a públicos de eleição que são, por natureza, reduzidos.

Os livros serão publicados trimestralmente (no final de cada mês indicado) e serão enviados para os subscritores ou para os compradores do volume individual.

Próximos 4 volumes a publicar:

Vol. 12 (Dezembro de 2026)
OS ÚLTIMOS DIAS DE PEQUIM, de Pierre Loti (tradução de Raúl Proença)
(PVP sem subscrição: 18.00 €)

Em 1901, a associação de ginásios de artes marciais chinesa liderada por um ultranacionalista incita os seus membros por todo o império a revoltarem-se contra a presença de estrangeiros no país. Assim começa aquela que viria a ser designada como Revolta dos Boxers, que daria uma das machadadas finais no poder imperial chinês, preparando a Revolução Cultural.
No Bairro Internacional de Pequim, as legações diplomáticas e empresas internacionais vêem-se cercadas e sob ataque dos populares das forças revoltosas. A Imperatriz, num primeiro momento, autoriza uma força estrangeira a evacuar estes sitiados, mas logo depois, temendo piorar a situação de conflito, nega entrada a essa força internacional. Contra o édito imperial, a força internacional entra pela China adentro e evacua todas as legações internacionais. Dessa força fazia parte o Tenente Pierre Loti, já então um dos grandes escritores franceses do seu tempo. Este é um romance-reportagem contado em primeira mão, do primeiro conflito geopolítico do século XX. E de uma missão arriscada e corajosa.


Vol. 13 (Março de 2027)
UM HOMEM, de Miguel de Unamuno (tradução de Aníbal de Vasconcelos e Adolfo Casais Monteiro)
(PVP sem subscrição: 11.00 €)

Um homem educado num rígido padrão de educação moral projecta os seus valores sobre os outros como se estes devessem naturalmente segui-los.
A sua esposa ama-o e procura compreender o invulgar código moral do marido. Este, por sua vez, na certeza da sua razão é incapaz de comunicar com a esposa e começa a suspeitar de infidelidade.


Vol. 14 (Junho de 2027)
HARÉM - CONTOS E DITOS MUÇULMANOS, de Eduardo Dias
(PVP sem subscrição: 16.00 €)

Eduardo Dias viveu boa parte da sua vida no Brasil em contacto com a comunidade portuguesa local. Viajante incansável passou por todos os continentes. Historiador autodidata escreveu obras de divulgação histórica ainda hoje relevantes. Aprendeu a língua árabe e fez traduções de obras marcantes a partir dessa língua, algo que era invulgar no começo do século XX.
Apaixonado pela cultura árabe escreveu obras ficcionais baseadas no imaginário do mundo árabe. E deixou-nos este HARÉM resultado de recolhas orais nos países árabes por onde viajou.
Quer o Autor quer a sua obra são invulgares e exóticos na produção literária portuguesa e merecem ser recordados depois de décadas de esquecimento. 


Vol. 15 (Setembro de 2027)
A CASA THÜRINGER, de Panaït Istrati (tradução de Rogério Claro)
(PVP sem subscrição: 16.00 €)

Aos dezanove anos, Adrien Zograffi entra ao serviço da próspera casa comercial dos irmãos Thüringer, em Brăila, e vê-se subitamente colocado entre dois mundos. Enquanto convive de perto com patrões que descobre capazes de bondade, lealdade e generosidade, aproxima-se do movimento operário e abraça com entusiasmo a causa socialista, denunciando na imprensa a exploração dos trabalhadores. Mas uma greve que ameaça arruinar os Thüringer obriga-o a confrontar as suas convicções com a complexidade dos homens reais. Entre solidariedades contraditórias, injustiças e fidelidades pessoais, Adrien começa a compreender que a virtude e a crueldade não pertencem exclusivamente a nenhuma classe — e que nenhuma doutrina basta, por si só, para fazer justiça ao coração humano.
Publicado em 1933, A Casa Thüringer é simultaneamente romance de formação, narrativa social e uma das mais lúcidas expressões do humanismo indócil de Panaït Istrati. Marcadamente autobiográfico, o livro acompanha o nascimento da desconfiança de Adrien perante os dogmas políticos e a afirmação de uma ética fundada na liberdade individual, na compaixão e na solidariedade para com todos os que sofrem. Escritor romeno de expressão francesa, revelado ao público europeu com o decisivo apoio de Romain Rolland, Istrati tornou-se uma das vozes mais singulares da literatura europeia de entre-guerras: viajante, autodidacta e rebelde, fez da própria vida matéria de uma obra povoada por vagabundos, trabalhadores, marginais e insubmissos, sempre atravessada pela tensão entre justiça social e liberdade.
Diversos
Pierre Loti (1850–1923)
Pseudónimo de Julien Viaud, foi um oficial da Marinha francesa e um dos mais destacados escritores do exotismo finissecular, cuja obra literária se alimenta directamente das longas viagens que realizou pela Ásia, África e Médio Oriente ao serviço naval; autor de romances e narrativas de forte cunho autobiográfico, como Aziyadé, Pêcheur d’Islande, Madame Chrysanthème ou Ramuntcho, Loti cultivou uma escrita melancólica e sensorial, marcada pela nostalgia, pelo culto do efémero e por uma visão idealizada de culturas percebidas como ameaçadas pela modernidade ocidental, alcançando grande notoriedade internacional em vida e sendo eleito membro da Académie Française em 1891.

Miguel de Unamuno (1864-1936)
Nascido em Bilbao em 1864, formou-se em Filosofia e Letras na Universidade de Madrid e tornou-se uma das figuras centrais da chamada Geração de 98. Professor e, por várias vezes, reitor da Universidade de Salamanca, destacou-se tanto pela obra ensaística e romanesca – onde sobressai Del sentimiento trágico de la vida – como pela intervenção pública intensa, frequentemente polémica. A sua escrita, atravessada por preocupações existenciais, religiosas e identitárias, funde literatura e reflexão filosófica numa linguagem pessoalíssima.
O seu posicionamento crítico face à ditadura de Primo de Rivera valeu-lhe o exílio em 1924 (primeiro em Fuerteventura, depois em França). Regressado a Espanha, continuou a intervir na vida pública durante a Segunda República e nos primeiros meses da Guerra Civil, episódio marcado pelo célebre confronto na Universidade de Salamanca, em 1936. Faleceu nesse mesmo ano, a 31 de Dezembro, em sua casa, em Salamanca, vítima de morte natural.

Eduardo Dias (1888-1949)
Nascido em Lisboa em 1888, Eduardo Dias foi escritor, historiador e orientalista, desenvolvendo parte importante da sua actividade no Brasil, onde viveu durante largos anos. No Rio de Janeiro, foi secretário e depois director do Banco Português do Brasil, desempenhou funções na Associação Comercial e participou activamente na vida da comunidade portuguesa. Viajante atento, percorreu diversos países da Europa e da América, bem como o Egipto e as Índias Orientais, dedicando particular interesse ao estudo das civilizações e culturas do mundo islâmico. Essa curiosidade marcou profundamente a sua obra, que se repartiu pela ficção, história, divulgação cultural e adaptação literária.
Entre os seus livros destacam-se a trilogia Árabes e Muçulmanos, o romance histórico Antar, o Cavaleiro-Mor, Harém: Contos e Ditos Muçulmanos, O Islão na Índia, a sua recolha e adaptação de As Mil e Uma Noites e os três volumes de Memórias de Forasteiros, parcialmente escritos em colaboração com Rodrigues Cavalheiro. Colaborador assíduo da imprensa portuguesa e brasileira, foi ainda autor de estudos dedicados à expansão portuguesa e à história do Brasil. Agraciado com o grau de Cavaleiro da Ordem de Cristo, faleceu em Lisboa, em Outubro de 1949, aos 61 anos, na sequência de complicações posteriores a uma intervenção cirúrgica.

Panaït Istrati (1884-1935)
Nascido em Brăila, na Roménia, em 1884, filho de uma lavadeira romena e de um grego da Cefalónia, Panaït Istrati teve uma juventude marcada pela pobreza, pelo trabalho e por incessantes viagens através dos Balcãs e do Mediterrâneo. Com escassa educação formal, exerceu numerosos ofícios e formou-se sobretudo através da leitura e da experiência. Militante socialista na juventude, começou por colaborar na imprensa operária romena. A sua vocação literária ganhou novo rumo quando entrou em contacto com Romain Rolland, que reconheceu nele um talento excepcional e contribuiu decisivamente para a sua revelação em França. Escrevendo sobretudo em francês, alcançou notoriedade com Kyra Kyralina e com o ciclo dos Récits d’Adrien Zograffi.
A sua ficção, profundamente autobiográfica, povoa-se de vagabundos, trabalhadores, aventureiros, marginais e rebeldes, compondo um retrato simultaneamente lírico e brutal do mundo balcânico. Inicialmente entusiasta da Revolução Russa, Istrati visitou longamente a União Soviética, mas o confronto com a repressão e a realidade do regime conduziu-o a uma ruptura pública, expressa em Vers l’autre flamme, que lhe valeu ataques violentos de antigos companheiros políticos. Entre as suas obras mais conhecidas contam-se ainda Oncle Anghel, Codine, Mikhaïl e Les Chardons du Baragan. Debilitado durante anos pela tuberculose, faleceu em Bucareste, a 16 de Abril de 1935, com cinquenta anos.
Sem informação.
Sem informação.
Impresso em papel snowbright com certificado ambiental

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