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Titulo A Guerra dos Botões [Exclusivo E-Primatur n.º 10]
Autores Louis Pergaud, Guilhermina A. Gomes
Colecção
Exclusivos
Género
Romance
Proposto por
Hugo Xavier
Editor
Hugo Xavier
Formato
13 x 20 cm
N.º Páginas
340
Data
Julho de 2026
ISBN
978-989-9328-53-2
Notas
Livro de culto da literatura francesa que à distância de mais de um século continua a encantar gerações de leitores e dar notáveis lições de vida com humor e perspicácia.
Publicado em 1912, narra as batalhas travadas entre dois grupos rivais de rapazes de aldeias vizinhas do interior francês: Longeverne e Velrans. Liderados por personagens como Lebrac, os miúdos envolvem-se em lutas quase quotidianas, armados de paus, fisgas e do engenho infantil, disputando território e honra com intensidade quase militar. O troféu de guerra mais simbólico e cruel é o botão: os vencidos voltam para casa com a roupa rasgada e os botões arrancados, o que lhes vale repreensões de pais e professores — mas não diminui o entusiasmo por novas escaramuças.

A narrativa, profundamente imbuída de humor, ternura e crítica social, retrata o mundo infantil com autenticidade e lucidez, proporcionando uma metáfora do espírito tribal e das rivalidades humanas. Ao acompanhar o ciclo escolar e a passagem das estações, o romance revela também uma certa nostalgia e um olhar irónico sobre o mundo dos adultos, cuja autoridade se revela, por vezes, mais arbitrária e violenta do que a dos próprios rapazes. Sem moralismo, Pergaud apresenta a infância como um campo de batalha onde se molda o carácter e se enfrenta o mundo com coragem e liberdade.

Considerado O Senhor das Moscas francês, tornou-se um clássico da literatura e foi adaptado ao cinema diversas vezes, com destaque para o célebre filme de Yves Robert (1962), e duas adaptações paralelas em 2011 por Yann Samuell e Christophe Barratier, que deram novos contextos históricos à trama. A obra também inspirou peças de teatro, banda desenhada e é frequentemente estudada nas escolas francesas. O romance permanece como um retrato intemporal da infância, das suas guerras simbólicas e da tensão entre liberdade e disciplina, com eco universal que transcende fronteiras culturais. 
Louis Pergaud transformou a infância rural, a escola republicana e o mundo animal da França profunda numa literatura viva, cruel, terna e indisciplinada.
Louis Pergaud nasceu em Belmont, no Doubs, em 1882, e foi professor primário antes de se afirmar como escritor. Ligado à Franche-Comté, fez da paisagem rural, dos seus falares, rivalidades, animais e códigos comunitários a matéria essencial da sua ficção. Em 1910 recebeu o Prémio Goncourt por De Goupil à Margot, mas a sua carreira foi brutalmente interrompida pela Primeira Guerra Mundial: mobilizado em 1914, morreu em 1915, na frente da Meuse.
A sua influência assenta sobretudo na capacidade de unir realismo regional, observação moral e energia narrativa. La Guerre des boutons, publicado em 1912, tornou-se um clássico da literatura francesa: simultaneamente romance de infância, sátira social e pequena epopeia aldeã. A sua permanência deve-se tanto à força do livro como às sucessivas adaptações cinematográficas, em especial a de Yves Robert, de 1962, que ajudou a fixar a obra no imaginário popular.
A obra de Pergaud é breve, mas singular. Os seus contos de animais, os romances rurais e A Guerra dos Botões mostram uma atenção rara ao instinto, à violência, à liberdade e à formação do carácter. O seu legado é o de um escritor que, sem idealizar a infância nem o campo, lhes deu uma intensidade quase épica, deixando uma obra ainda legível pela sua mistura de humor, dureza, lirismo e verdade humana.
Sem informação.
Impresso em papel Snowbright com certificado ambiental.

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