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Titulo O Ilustre Gaudissart seguido de A Bolsa
Autores Honoré de Balzac, Adolfo Casais Monteiro (trad.), José Marinho (trad.)
Colecção
Variações
Género
Novela
Proposto por
Pedro Bernardo
Editor
Suzana Ramos
Formato
13x20cm
N.º Páginas Estimado
140
Data Estimada
Janeiro de 2021
Notas
Este volume contém duas das novelas mais emblemáticas do grande nome das letras francesas, Balzac: O Ilustre Gaudissart e A Bolsa. Publicadas originalmente de forma autónoma, faziam ambas parte da notável série de Balzac dedicada à Comédia Humana. Os dois textos confrontam-nos com duas variações sobre a leviandade humana e o modo como a aparência nos leva a julgar os outros. Enquanto em O Ilustre Gaudissart temos um caixeiro-viajante bastante ignorante, que, no entanto, por se vestir bem e frequentar os círculos certos, é muitas vezes levado a sério, em A Bolsa deparamo-nos com um jovem pintor que se divide entre a paixão por uma vizinha e os rumores que sobre ela circulam, numa narrativa que vai adensando uma série de dualidades emocionais. A dimensão ridícula do ser humano é posta a nu nestas duas ficções de Balzac exactamente na mesma medida em que a maldade humana é revelada nas obras de Dickens.

«Os seus livros causavam um impacto invulgar nas massas. Não só eram procurados e vendidos entre todas as camadas da população como trouxeram mudanças sociais e de comportamento à sociedade urbana francesa. [...] E eram surpreendentemente bem escritos.» Henri Carrière (autor de Papillon) ​
Honoré de Balzac (1799-1850) é não só um dos nomes das letras francesas mais importantes mas também da literatura universal do século XIX.

Honoré de Balzac (1799-1850) é um dos nomes mais importantes das letras francesas e da literatura universal do século XIX. Nascido no seio de uma família burguesa com aspirações sociais, Balzac teve uma relação distante e fria com os pais, que não o acompanharam nos seus anos de formação, tendo enviado o filho, e mais tarde a sua irmã, para serem educados por uma ama de leite.

Posteriormente, e já na escola, o pouco dinheiro que o pai lhe enviava procurando instigar o espírito engenhoso do jovem levaram-no a ser um constante alvo de chacota dos colegas. Inadaptado e revoltado, Balzac era castigado sucessivamente, aproveitando o isolamento do castigo para ler todos os livros a que deitava a mão.


Depois de concluir os estudos na Sorbonne em Filosofia Clássica, estagiou Direito num escritório de advogados por recomendação do pai, mas desistiu ao fim de três anos, anunciando à família a intenção de se tornar escritor.

Vivendo quase sempre acima das suas possibilidades, Balzac tentou envolver-se em vários negócios com o dinheiro que fazia da escrita mas algum azar, a intervenção da própria família ou até de rivais malogrou a maior parte desses esforços.

Balzac escrevia compulsivamente desde a uma da manhã até às oito ou mais, dormindo muito pouco. Revia os seus próprios textos em provas de forma minuciosa e febril fazendo imensas emendas, para desespero dos seus editores. O ritmo de trabalho exagerado, os maus hábitos, uma vida amorosa conturbada e as incertezas financeiras mantiveram a saúde do autor sempre periclitante. No entanto, os seus livros tinham cada vez mais êxito e eram apreciados pelos leitores e por alguns dos grandes escritores franceses como Gautier ou Hugo. Balzac foi também uma das maiores influências na escrita de Charles Dickens, bem como na obra de Gustave Flaubert, que, contudo, detestava o seu estilo; Proust, pelo contrário, idolatrava-o, tento lido e analisado toda a sua obra. Deixou milhares de páginas escritas entre contos, novelas, romances, peças de teatro, panfletos e cartas. ​
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