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Titulo Entre os Dois Palácios
Autores Naguib Mahfouz, Badr Hassanien (tradutor)
Género
Romance
Proposto por
José Afonso Furtado
Editor
Hugo Xavier
Formato
15,5x23,5
N.º Páginas Estimado
604
Data Estimada
Junho/Julho de 2021
Notas
Primeiro volume da mítica «Trilogia do Cairo», a saga de uma família que é também a saga de um país e de um povo.
 Entre 1917 e 1919 o Egipto está ainda sob domínio britânico. Numa época em que o mundo se encontra envolto numa guerra mundial e o país em convulsões sociais e políticas graves, este primeiro romance da famosa «Trilogia do Cairo», do prémio Nobel egípcio Naguib Mahfouz, traz-nos o dia-a-dia da família do comerciante cairota, um homem conservador e tirano, das suas duas esposas e dos filhos de ambas.

As relações entre os membros da família, bem como entre estes e o resto da sociedade do Cairo, vivem uma tensão galopante, como acontece com o mundo à sua volta, para terminarem na perspectiva caleidoscópica de uma família dividida e da revolução egípcia de 1919.

Os volumes da «Trilogia do Cairo» serão publicados na E-Primatur ao ritmo de um livro por ano.

«O mais universal dos escritores árabes modernos é, curiosamente, ao mesmo tempo, o mais apegado à sua cidade, um pequeno mundo que reflecte o universo árabe.» Babelia / El Pais

«Foi um dos principais responsáveis pelo reconhecimento da cultura e do modo de vida árabes no mundo moderno.» Hosni Mubarak

«Em toda a ficção de Naguib Mahfouz há uma sensação metafórica, quase parasítica, que se espelha no desejo de o escritor usar essa mesma ficção para falar directa e inequivocamente à circunstância do seu país. A sua obra está imbuída de amor pelo Egipto e pelas suas gentes, mas, ao mesmo tempo, é verdadeiramente honesta e não sentimental.» Washington Post

«A obra de Mahfouz está carregada, de uma forma refrescante, de nuances marcadamente líricas.» Los Angeles Times

«Um conjunto de romances épicos que traçam o destino de uma família num país e num tempo de convulsão.» El Pais
 
«As vielas, as casas, os palácios, as mesquitas e as pessoas que vivem entre elas são evocadas com magia e pormenor da mesma forma que Dickens recria as ruas de Londres para o leitor moderno.» Newsweek

«Uma saga que alterna o plano médio de uma família e o grande plano de todo um país e de uma época. Magistral, épico e caleidoscópico.» Der Spiegel

«Mahfouz dá corpo à essência de tudo o que faz o abrasivo, o barulhento e o caótico formigueiro humano do Cairo possível.» The Economist

«Uma obra-prima.» The Times

«O talento único de Mahfouz consiste em delinear os seres humanos através das suas aparências e é isso que faz de "Entre os Dois Palácios" uma obra de projecção universal. A ler uma e outra e outra vez.» Guardian

«Sublime e inigualável na forma como une o privado ao universal.» Die Welt

«Não há nada de verdadeiramente semelhante a "Entre os Dois Palácios" na literatura mundial. A sua escrita junta Tolstoi, Flaubert e Proust.» The Independent

«A Trilogia do Cairo de Naguib Mahfouz estende a sua sombra sobre todos os escritores contemporâneos. Ele é o Tolstoi árabe.» Simon Sebag Montefiore

«A literatura árabe moderna atinge a sua maturidade e enfrenta sem receios todas as outras literaturas na pena de Mahfouz.» Lire

«Luminoso... Toda a magia, mistério e sofrimento de um Egipto de 1920 passados à escrita numa escala humana.» The New York Times Book Review
 
 

 
 
Naguib Mahfouz (1911-2006) é considerado um dos mais importantes escritores árabes modernos.
Nascido no seio de uma família de classe média-baixa do Cairo, foi o último de sete filhos (quatro irmãos e duas irmãs), todos muito mais velhos do que ele. O pai era funcionário público (o filho seguiu-lhe os passos em 1934) e a mãe era filha de um sheik; apesar de não saber ler, levou o filho aos pontos históricos da cidade mais importantes, contando-lhe as suas histórias.
Toda a família seguia de forma rigorosa as doutrinas islâmicas. Anos mais tarde, o escritor admirava-se por uma tal clã ter conseguido gerar um artista.

O jovem Mahfouz estudou Filosofia na Universidade, tendo-se graduado em 1934, altura em que decidiu tornar-se escritor profissional. Trabalhou como jornalista, escreveu crónicas e contos. A difícil realidade do país obrigou-o, ainda assim, a candidatar-se a uma posição de funcionário público na qual desempenhou diversos cargos até se reformar em 1971.

Escreveu 34 romances, mais de 350 contos, diversos guiões para cinema e quatro peças de teatro, além de artigos e crónicas para diversas publicações. Contudo, foi só após a atribuição do prémio Nobel, em 1988, que a maior parte das suas obras começou a ser traduzida no Ocidente.

Após a famosa polémica gerada pela sentença de morte contra o escritor Salma Rushdie, também uma sentença semelhante caiu sobre a cabeça de Naguib Mahfouz, que, em 1994, aos oitenta e dois anos, foi atacado por dois extremistas à porta de casa e apunhalado no pescoço. Apesar de ter sobrevivido, o golpe afectou vários nervos e quase lhe paralisou um braço, pelo que o ritmo de escrita do Autor abrandou bastante.

Esteve activo quase até à morte, trabalhando e vivendo sob a vigilância de guarda-costas.
Sem informação.
Impresso em papel snowbright com certificado ambiental

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