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Titulo Ocorrências na Irrealidade Imediata
Autores Max Blecher, Tanty Ungureanu (tradutora)
Colecção
Livro B
Género
Novela
Proposto por
Tanty Ungureanu e Hugo Xavier
Editor
Hugo Xavier
Formato
14x21cm
N.º Páginas Estimado
140
Data Estimada
Dezembro de 2021 [Devido crise papel]
Uma novela de culto sobre como a juventude pode absorver o mundo sem filtros.
Max Blecher foi um meteorito na cena literária internacional. Depois de uma vida que o manteve preso a uma cama e praticamente imobilizado, faleceu com 28 anos.

O clássico de culto que se traduz a partir do original romeno e pela primeira vez se publica em Portugal é uma novela de juventudo na qual um narrador absorve o mundo sem o filtro das convenções sociais. De uma forma bruta e por vezes visceral, o jovem narrador parece desprovido de uma camada protectora (como o autor, sujeito pela doença ao impacto que qualquer experiência) e recebe o mundo como experiência pura ao mesmo tempo que essa experiência dá origem a sonhos do que poderá ser a sua vida futura.

Uma obra única que se tornou um clássico de culto traduzido em dezenas de línguas e aprecidado por alguns dos maiores escritores do século XX.

Este livro recebeu em 2013 o prémio francês Nocturna que tem por finalidade destacar obras literárias de todos os quadrantes que tenham caído no esquecimento e mereçam a ribalta literária.
 
«Blecher é frequentemente comparado a Kafka (e não sem razão), mas a ligação mais forte, contudo, é com Salvador Dalí. Como os 'relógios suaves' de Dalí, tudo nesta obra está prestes a derreter. É como se o mundo de Blecher estivesse sempre à beira de um colapso ontológico; por trás do véu das coisas, o nada encara-o.» - The Times Litterary Suppement

«Um escritor extraordinário, da 'família' de Kafka ou Bruno Schulz. Uma vida curta, oprimida por doenças; uma pequena - mas óptima - obra mágica. Alucinatória, intensa e profundamente autêntica, a sua força literária é alimentada, paradoxal mas não exclusivamente, por uma aguda sensibilidade e ardor.» - Norman Manea

«Trabalho suavemente líquido, a poesia da própria matéria fervente.» - Dustin Illingworth,

«Este é, em todo caso, um livro que merece novos leitores.» - The Nation

«Quando lemos este livro mal podemos acreditar. O Autor desta obra-prima era um jovem de vinte cinco anos de idade já muito enfraquecido pela doença. A obra de Blecher não se limita a descrever: arranca as coisas pela raíz e levanta-as à luz do sol para melhor se examinarem». - Herta Müller
Max Blecher (1909-1938) é u Autor de culto para várias escolas e movimentos do século XX. É também um dos melhores escritores a terem passado para o papel a angústia constante da doença.
Blecher nasceu na Roménia em 1909, filho de um bem-sucedido comerciante judeu. Ao acabar o liceu com distinção foi enviado pelos pais para Paris para estudar medicina. Pouco tempo depois era-lhe diagnosticada a doença de Pott (tuberculoso espinal). Abandona os estudos e inicia um conjunto de tratamentos em diversos sanatórios e clínicas através da Europa. Com pouco mais de 20 anos, Blecher é transportado e vive deitado e basicamente imobilizado.

Até morrer dedica-se à escrita sendo autor de dois romances curtos (ou novelas longas, conforme se prefira), um dos quais este «Ocorrências na Irrealidade Imediata» ambos dedicados a uma juventuda sem horizontes e futuro que, como tal, se preocupa em experimentar a vida ao máximo usando todos os sentidos e desligando os filtros que a sociedade imporia normalmente.

Colaborou numa revista dirigida por André Breton e correspondeu-se com os mais importantes escritores avant-guarde da sua época: André Breton, André Gide, Martin Heidegger, Ilarie Voronca, Geo Bogza, Mihail Sebastian, ou Sașa Pană.

Publicou também poesia, contos e escritos diarísticos.

Acabou por não resistir à doença falecendo em 1938.
Sem informação.
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