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Titulo Do sentimento trágico da vida nos homens e nos povos
Autores Miguel de Unamuno, Cruz Malpique (tradutor)
Colecção
Clássicos do Pensamento
Género
Ensaio
Proposto por
Leitor Anónimo
Editor
Hugo Xavier
Formato
13 x 20 cm
N.º Páginas Estimado
424
Data Estimada
Março/Abril de 2026
Notas
Uma meditação ardente sobre o conflito entre a razão que nega e a fé que anseia, onde o homem se descobre suspenso entre a fome de eternidade e o silêncio do universo.
Publicado em 1913, Do Sentimento Trágico da Vida, de Miguel de Unamuno, é um ensaio filosófico que interroga a condição humana a partir de uma tensão central: o desejo visceral de imortalidade face às conclusões frias da razão científica. Unamuno recusa os sistemas fechados e constrói antes uma reflexão existencial feita de paradoxos e de inquietação, onde o «homem de carne e osso» – concreto, sofredor, individual – se sobrepõe a qualquer abstracção metafísica.

Ao longo da obra, o autor confronta fé e cepticismo, cristianismo e racionalismo, propondo uma religiosidade trágica fundada não na certeza, mas na luta interior. A dúvida não é eliminada: é assumida como motor espiritual. O sentimento trágico nasce precisamente dessa consciência dilacerada – querer crer e não poder provar; desejar viver eternamente e saber-se mortal. A figura de Cristo surge menos como dogma e mais como símbolo da agonia humana elevada à transcendência.

Obra maior do pensamento espanhol do século xx, o livro exerceu influência decisiva no existencialismo europeu e no personalismo cristão, antecipando temas que seriam retomados por autores como Kierkegaard (redescoberto à época), Jaspers ou mesmo certos aspectos de Ortega y Gasset. A sua repercussão ultrapassou o âmbito filosófico, marcando profundamente a literatura, a teologia e o debate cultural ibérico, ao afirmar a inquietação existencial como núcleo da experiência humana moderna.

«Este livro, talvez a sua obra-prima, é [...] um monumento de filosofia subjectiva e pessoal...» -- The Atlantic

«Um verdadeiro compêndio de uma linha incontornável e fundamental do pensamento universal.» -- Maurice Legendre

«Unamuno dirige-se ao leitor tu cá tu lá, interpela-o, convida-o a imaginar determinadas situações, desafia-o a reflectir com ele, incita-o a seguir o caminho de pensamento que vai percorrendo. E fá-lo de modo plano e simples, com apelos directos, algum humor e uma linguagem coloquial, que, todavia, se torna necessariamente técnica e especializada quando desfia algumas das correntes de pensamento mais importantes da história da humanidade.» -- Anika entre los libros


 
Intelectual maior da Espanha contemporânea, Miguel de Unamuno foi um pensador inquieto e combativo que marcou decisivamente a filosofia, a literatura e o debate político do seu tempo.
Nascido em Bilbao em 1864, formou-se em Filosofia e Letras na Universidade de Madrid e tornou-se uma das figuras centrais da chamada Geração de 98. Professor e, por várias vezes, reitor da Universidade de Salamanca, destacou-se tanto pela obra ensaística e romanesca – onde sobressai Del sentimiento trágico de la vida – como pela intervenção pública intensa, frequentemente polémica. A sua escrita, atravessada por preocupações existenciais, religiosas e identitárias, funde literatura e reflexão filosófica numa linguagem pessoalíssima.

O seu posicionamento crítico face à ditadura de Primo de Rivera valeu-lhe o exílio em 1924 (primeiro em Fuerteventura, depois em França). Regressado a Espanha, continuou a intervir na vida pública durante a Segunda República e nos primeiros meses da Guerra Civil, episódio marcado pelo célebre confronto na Universidade de Salamanca, em 1936. Faleceu nesse mesmo ano, a 31 de Dezembro, em sua casa, em Salamanca, vítima de morte natural.

Traduzido em numerosas línguas – do francês e alemão ao inglês, italiano, português, russo e japonês –, Unamuno alcançou ampla projecção internacional ainda em vida. Foi candidato ao Prémio Nobel da Literatura por diversas vezes (habitualmente referido como tendo sido proposto oito vezes), sinal do reconhecimento europeu da sua importância intelectual. A sua obra permanece como uma das mais influentes do pensamento ibérico do século xx.
 
Sem informação.
Impresso em papel snowbright com certificado ambiental.

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