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Titulo O Carrasco de Verdun [Exclusivo E-Primatur n.º 8]
Autores Louis Dumur, José Ribeiro dos Santos
Colecção
Exclusivos
Género
Romance
Proposto por
Hugo Xavier
Editor
Suzana Ramos e Hugo Xavier
Formato
13x20cm
N.º Páginas
384
Data
Janeiro de 2026
ISBN
978-989-9130-60-9
Notas
Entre Verdun e o quartel-general alemão, um oficial “prussiano” deixa-se enredar por uma actriz francesa cuja sedução serve a guerra tanto quanto o coração.
Ao longo de O Carrasco de Verdun (título português frequentemente associado ao original francês Le Boucher de Verdun), Louis Dumur acompanha Wilfrid Hering, oficial alemão ambicioso, algo ingénuo e dividido entre a disciplina, a carreira e as forças contraditórias que o rodeiam, num teatro de operações dominado pela batalha de Verdun.
A narrativa entrelaça a crónica da guerra com uma intriga amorosa e de espionagem: Hering apaixona-se por uma actriz francesa patriótica, que mobiliza o seu poder de sedução para obter informação e para ameaçar a figura do “boucher” de Verdun (associada, no romance, à hierarquia e ao espectáculo cínico do comando).
Mais do que reconstituir “história”, Dumur usa esse enredo para compor um manual da absurdidade da guerra — um retrato mordaz, documentado e satírico das lógicas militares, da propaganda e das deformações morais que a máquina bélica produz, visto em grande parte “do lado alemão”, sem complacência.

 
Louis Dumur (1863–1933) foi um escritor e jornalista suíço radicado em Paris, figura central do Mercure de France, cuja obra romanesca e ensaística reflecte um intenso compromisso intelectual com os debates políticos e culturais do seu tempo.
Nascido em Chougny (Vandœuvres), no cantão de Genebra, a 5 de Janeiro de 1863, Dumur estudou Letras em Genebra e em Paris, interrompendo os estudos em 1884 para se consagrar à literatura; entre 1887 e 1891 foi preceptor na Rússia, experiência que lhe alargou o horizonte político e social e que precede o seu regresso definitivo a Paris, onde se integra de forma estável no meio literário francófono.
Em Paris, torna-se um homem-charneira do Mercure de France: participa na criação/relançamento da revista (com Alfred Valette) e desempenha durante décadas funções de direcção literária e de gestão editorial, ao mesmo tempo que publica poesia, teatro, crítica e sobretudo romances — sendo esta actividade romanesca a que lhe traz maior notoriedade.
A sua produção amadurece sob o impacto dos grandes abalos do início do século XX, distinguindo-se, em particular, por ciclos romanescos ligados à Primeira Guerra Mundial e à Revolução russa; paralelamente, mantém uma ligação forte à matéria genevense, visível na chamada “trilogia genevoise” (peças/romances centrados em temas e ambientes de Genebra). Dumur morreu em Neuilly-sur-Seine, a 18 de Março de 1933.
 
Sem informação.
Impresso em papel snowbright com certificado ambiental.

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