Louis Dumur (1863–1933) foi um escritor e jornalista suíço radicado em Paris, figura central do Mercure de France, cuja obra romanesca e ensaística reflecte um intenso compromisso intelectual com os debates políticos e culturais do seu tempo.
Nascido em Chougny (Vandœuvres), no cantão de Genebra, a 5 de Janeiro de 1863, Dumur estudou Letras em Genebra e em Paris, interrompendo os estudos em 1884 para se consagrar à literatura; entre 1887 e 1891 foi preceptor na Rússia, experiência que lhe alargou o horizonte político e social e que precede o seu regresso definitivo a Paris, onde se integra de forma estável no meio literário francófono.
Em Paris, torna-se um homem-charneira do Mercure de France: participa na criação/relançamento da revista (com Alfred Valette) e desempenha durante décadas funções de direcção literária e de gestão editorial, ao mesmo tempo que publica poesia, teatro, crítica e sobretudo romances — sendo esta actividade romanesca a que lhe traz maior notoriedade.
A sua produção amadurece sob o impacto dos grandes abalos do início do século XX, distinguindo-se, em particular, por ciclos romanescos ligados à Primeira Guerra Mundial e à Revolução russa; paralelamente, mantém uma ligação forte à matéria genevense, visível na chamada “trilogia genevoise” (peças/romances centrados em temas e ambientes de Genebra). Dumur morreu em Neuilly-sur-Seine, a 18 de Março de 1933.