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Titulo O Palácio do Desejo
Autores Naguib Mahfouz, Badr Hassanien (tradutor)
Género
Romance
Proposto por
José Afonso Furtado
Editor
Hugo Xavier
Formato
15,5x23,5 cm
N.º Páginas Estimado
560
Data Estimada
Maio/Junho de 2022
Notas
Segundo volume da mítica «Trilogia do Cairo», a saga de uma família que é também a saga de um país e de um povo.
Entre 1924 e 1927 tudo no Egipto muda a uma velocidade vertiginosa. O mesmo acontece no seio da família em torno da qual esta história levita. Depois da morte trágica de Fahmy, que encerra o primeiro volume, encontramos uma família em mutação. Um patriarca em guerra aberta contra a perda dos valores tradicionais, apesar de ter voltado aos seus costumes dissolutos num jogo de forças com os restantes filhos.

Neste segundo volume da saga são os homens que assumem um papel central, perdidos num país e numa cidade em mutação constante. Também eles revelam as suas inconstâncias e deixam-se guiar pelas paixões num mundo que parece ter perdido as suas linhas de orientação.

«O mais universal dos escritores árabes modernos é, curiosamente, ao mesmo tempo, o mais apegado à sua cidade, um pequeno mundo que reflecte o universo árabe.» Babelia / El Pais

«Foi um dos principais responsáveis pelo reconhecimento da cultura e do modo de vida árabes no mundo moderno.» Hosni Mubarak

«Em toda a ficção de Naguib Mahfouz há uma sensação metafórica, quase parasítica, que se espelha no desejo de o escritor usar essa mesma ficção para falar directa e inequivocamente à circunstância do seu país. A sua obra está imbuída de amor pelo Egipto e pelas suas gentes, mas, ao mesmo tempo, é verdadeiramente honesta e não sentimental.» Washington Post

«A obra de Mahfouz está carregada, de uma forma refrescante, de nuances marcadamente líricas.» Los Angeles Times

«Um conjunto de romances épicos que traçam o destino de uma família num país e num tempo de convulsão.» El Pais
 
«As vielas, as casas, os palácios, as mesquitas e as pessoas que vivem entre elas são evocadas com magia e pormenor, da mesma forma que Dickens recria as ruas de Londres para o leitor moderno.» Newsweek

«Uma saga que alterna o plano médio de uma família e o grande plano de todo um país e de uma época. Magistral, épico e caleidoscópico.» Der Spiegel

«Mahfouz dá corpo à essência de tudo o que faz o abrasivo, o barulhento e o caótico formigueiro humano do Cairo.» The Economist

«Uma obra-prima.» The Times

«O talento único de Mahfouz consiste em delinear os seres humanos através das suas aparências e é isso que faz de "Entre os Dois Palácios" uma obra de projecção universal. A ler uma e outra e outra vez.» Guardian

«Sublime e inigualável na forma como une o privado ao universal.» Die Welt

«Não há nada de verdadeiramente semelhante a "Entre os Dois Palácios" na literatura mundial. A sua escrita junta Tolstoi, Flaubert e Proust.» The Independent

«A Trilogia do Cairo de Naguib Mahfouz estende a sua sombra sobre todos os escritores contemporâneos. Ele é o Tolstoi árabe.» Simon Sebag Montefiore

«A literatura árabe moderna atinge a sua maturidade e enfrenta sem receios todas as outras literaturas na pena de Mahfouz.» Lire

«Luminoso... Toda a magia, mistério e sofrimento de um Egipto de 1920 passados à escrita numa escala humana.» The New York Times Book Review
 
Naguib Mahfouz (1911-2006) é considerado um dos mais importantes escritores árabes modernos.
Nascido no seio de uma família de classe média-baixa do Cairo, foi o último de sete filhos (quatro irmãos e duas irmãs), todos muito mais velhos do que ele. O pai era funcionário público (o filho seguiu-lhe os passos em 1934) e a mãe era filha de um sheik; apesar de não saber ler, levou o filho aos pontos históricos da cidade mais importantes, contando-lhe as suas histórias.
Toda a família seguia de forma rigorosa as doutrinas islâmicas. Anos mais tarde, o escritor admirava-se por um tal clã ter conseguido gerar um artista.

O jovem Mahfouz estudou Filosofia na Universidade, tendo-se licenciado em 1934, altura em que decidiu tornar-se escritor profissional. Trabalhou como jornalista, escreveu crónicas e contos. A difícil realidade do país obrigou-o, ainda assim, a candidatar-se a uma posição de funcionário público na qual desempenhou diversos cargos até se reformar em 1971.

Escreveu 34 romances, mais de 350 contos, diversos guiões para cinema e quatro peças de teatro, além de artigos e crónicas para diversas publicações. Contudo, foi só após a atribuição do prémio Nobel, em 1988, que a maior parte das suas obras começou a ser traduzida no Ocidente.

Após a famosa polémica gerada pela sentença de morte contra o escritor Salma Rushdie, também uma sentença semelhante caiu sobre a cabeça de Naguib Mahfouz, que, em 1994, aos oitenta e dois anos, foi atacado por dois extremistas à porta de casa e apunhalado no pescoço. Apesar de ter sobrevivido, o golpe afectou vários nervos e quase lhe paralisou um braço, pelo que o ritmo de escrita do Autor abrandou bastante.

Esteve activo quase até à morte, trabalhando e vivendo sob a vigilância de guarda-costas.
Sem informação.
Impresso em papel snowbright com certificado ambiental.

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