• por E-Primatur
    Dez 15

    Livros E-Primatur e BookBuilders no Plano Nacional de Leitura

    Notícias


    Os livros da E-Primatur e da BookBuilders integram, pela primeira vez, o Plano Nacional de Leitura (PNL2027) e foram logo 17 de uma vez!

    tTÍTULOS E-PRIMATUR
    - O Anel dos Löwenskölds, de Selma Lagerlöf
    - Bambi, uma Vida nos Bosques, de Felix Salten, ilustrado por Pedro Salvador Mendes
    - A Casa Sombria, de Charles Dickens, Ilustrado por Hablot K. Browne "Phiz"
    - Ficção Curta Completa, Vol.I. de H. G. Wells
    - O inferno: peça-julgamento em 3 audiências e 8 retrospectivas, de Bernardo Santareno
    - Ivanhoe, de Walter Scott, Ilustrado por Adolphe Lalauze
    - Lassie, de Eric Knight, ilustrado por Marguerite Kirmse
    - As Mil e Uma Noites, Vol.I, de autor Anónimo
    - Obras Completas de Luiz Vaz de Camões, Vol.I Épica & Cartas, Introdução, organização e notas de Maria Vitalina Leal de Matos
    - Obras Completas de Mário-Henrique Leiria, Volume I - Ficção, Apresentação, organização e notas de Tania Martuscelli
    - Obras Completas de Mário-Henrique Leiria, Volume II - Poesia, Apresentação, organização e notas de Tania Martuscelli
    - Obra Essencial de Mário de Sá-Carneiro, planeada por Fernando Pessoa, Edição e organização de Vasco Silva
    - Oliver Twist, de Charles Dickens, Ilustrado por George Cruikshank
    - Tempos Difíceis, de Charles Dickens, Ilustrado por Harry French

    TÍTULOS BOOKBUILDERS
    - Espanha e Catalunha: Choque Entre Nacionalismos, de Filipe Vasconcelos Romão
    - O Mar, Uma História Cultural, de John Mack
    - A Política Como Vocação (seguida de) A Ciência Como Vocação, de Max Weber

  • por E-Primatur
    Set 24

    Uma palavra sobre a tradução de Os Contos de Cantuária

    Notícias

     
     
                    Quando plo seco Março entra Abril
    Levando à raiz as águas mil
    E embebendo as veias em licor,
    Virtude com a qual se engendra a flor;
    Quando Zéfiro, o próprio, um novo alento                                                   5
    Por bosque ou urze à folha e ao rebento
    Inspira, e o sol jovem ao Carneiro
    Marrou já pla metade o seu carreiro
    E as tenras aves vão melodiando
    Do sono de olho aberto despertando                                                             10
    (Assim a Natureza as atiça);
    Então o peregrino pede missa
    E horizontes remotos o palmeiro,
    Altares de fama em estranho paradeiro;
    Mormente em Inglaterra, se há condado                                                      15
    Que o seja, a Cantuária é levado    
    A ver o santo mártir que lhes vale
    No leito acamado do hospital.
                Ora nessa estação e nesse dia,
    No The Tabard em Southwark eu jazia                                                                          20
    À espera de ir de todo o coração
    A Cantuária em peregrinação,
    Chegou à noite àquela hospedagem
    Um grupo, uns vinte e nove, de romagem,
    Sortida gente em trupe casual,                                                                                       25
    Pois peregrinos eram no geral
    Que a Cantuária iam em rebanho.
    Aos quartos e aos estábulos tamanho
    Não lhes faltava, nem a nós conforto.
    E quando o sol se pôs em longe porto                                                                          30
    Já eu com todos tinha conversado
    E, um deles me tornando, concordado
    Fazer-me à estrada cedo ao acordar
    Para a jornada, a qual vos vou contar.
     
     
    O excerto acima reproduz os primeiros versos de Os Contos de Cantuária, concretamente do seu Prólogo Geral. Com eles pretendo dar, de um modo especial, uma amostra do tom e do ritmo presentes ao longo do meu trabalho de tradução da obra. Embora realizando uma antiga vontade, traduzir Os Contos de Cantuária materializa uma não inesperada dificuldade. Talvez nenhuma obra antes, à excepção possível de Paraíso Perdido de John Milton, pudesse apresentar as vicissitudes do texto de Chaucer. Elas são de dupla ordem: por um lado fazer afeiçoar ao texto português dos nossos dias um texto em medievo inglês; por outro, fazê-lo chegar a salvo dos meros rigores técnicos, tendo sido capaz de preservar a vitalidade retórica e estilística do texto original. Quero com isto dizer que a manipulação da linguagem, as escolhas minuciosas que lhe são inerentes, a sua articulação geral, enfim, o texto obtido, não deve manifestar a dificuldade da sua engenharia, antes mostrar a sua gentil e turística arquitectura. O leitor português de Chaucer deverá, pois, ser merecedor de ler Chaucer sem ser insistentemente lembrado do percurso do seu tradutor. A par disto, é minha política e desiderato fazer do texto português um irmão estilístico da obra de que parte. Assim, Os Contos da Cantuária terão, idealmente, os mesmos versos do texto original e obedecerão, tanto quanto possível, a um esquema métrico que procurará imitar o andante do pentâmetro jâmbico presente na obra de Chaucer. Isto significa que o verso português frequentará, com tanta regularidade quanto lhe for possível, o modelo decassílabo, embora a sua vocação seja, analogamente à percussão inglesa, a alternância entre um pé fraco e um pé forte (e. g. À es/pe/ra /de_ir/de/to/do_o/co/ra/ção.) A acrescentar a isto, o texto português imitará, semelhantemente, o esquema rimático original, o qual consiste em dísticos. A preservação da rima não consiste numa mera vaidade nem tampouco numa experiência de mortificação interior; ela visa preservar o elemento melódico que é responsável directo pelo tão característico humor presente nesta obra. Assim, a rima é parte integrante deste portentoso edifício literário, é aquilo que o permite ser o que é e produzir no leitor aquilo que produz. Mas esta garantia não deverá implicar o descurar de uma outra: a pobreza da rima, a sua execução como um fim em si mesmo. É necessário que a correspondência de sons seja completa e, a par disto, imbuída de toda a discrição possível. Ora, esta operação é, compreensivelmente, demorada e complexa. Não raras vezes dei por mim literalmente embargado muitas horas a fio diante de certos passos, tentando perceber como moldar o texto ao desejado, sem sacrificar nenhuma das dimensões de que já fiz nota, e, claro está, sem a isso forçar o seu sentido. Ora, para garantir um tal movimento harmónico de sentido e prosódia, o tradutor precisa de se entregar a uma luta física e espiritual com o texto que quer emular. Este caderno de encargos pessoal implica alguma imprevisibilidade, no entanto é inegociável, ainda que o caminho se apresente pedregoso e longo o tempo desta peregrinação pessoal. Estou convencido de que o leitor de Chaucer será o último beneficiário desta rigorosa escolha, a qual, no seu grau último, há-de transformar Canterbury Tales em Os Contos de Cantuária. De facto, tal como acontece com aquelas personagens em peregrinação ao túmulo do santo com que em breve iremos partilhar a jornada, é um credo que me anima: o de trazer ao leitor português uma obra extraordinária, um dos mais estabelecidos e antigos marcos da literatura universal, cuidando nesse credo que, apesar das vicissitudes e as travagens inesperadas nesta longa peregrinação em que se fez a tradução, esta foi capaz de, apesar de muito provada, trazer intacta ao seu leitor o texto sacro que revelou afinal ser a grande busca dos seus peregrinos, a própria materialização do túmulo de São Thomas Becket, o santo mártir de Cantuária, motor de uma peregrinação narrativa que se tornou, ela própria, o grande relicário, o objecto de peregrinação e fim último e transformativo do seu leitor.
     
     
    Daniel Jonas  

    [A tradução será entregue no primeiro semestre de 2019.]

  • por E-primatur
    Nov 06

    Últimas Novidades do Ano

    Notícias
    ÚLTIMA OPORTUNIDADE PARA APOIAR EM  Crowdfunding por cerca de 2/3 (ou menos ainda!) do valor que o livro posteriormente terá em livraria e receber em sua casa até dia 14 (inclusivé). Os livros serão enviados pelos CTT durante essa semana. (Clique nas imagens para saber mais sobre as obras ou para apoiar.)




    ÚLTIMA OPORTUNIDADE PARA APOIAR EM  Crowdfunding por cerca de 2/3 (ou menos ainda!) do valor que o livro posteriormente terá em livraria e receber em sua casa até dia 21 (inclusivé). Os livros serão enviados pelos CTT durante essa semana. (Clique nas imagens para saber mais sobre as obras ou para apoiar.)

    Em pré-venda com 20% de desconto até dia 21:


     

  • por Hugo Xavier
    Nov 04

    Contemporânea

    Notícias
    A nossa chancela "irmã", a BookBuilders vai lançar durante o mês de Novembro a sua nova série de literatura dedicada a obras contemporâneas.

    Estou particularmente orgulhoso de informar que vamos publicar dois livros diferentes mas igualmente brilhantes e premiados.

    Por um lado volto a publicar um autor que já tinha publicado na Ulisseia, o Fernando Esteves Pinto, que recebeu há perto de um mês o Prémio Literário Cidade de Almada 2016 pelo seu romance «A Caverna de Deus».



    Trata-se, como acontece com a maior parte da produção literária romanesca do autor, de uma obra que navega as águas profundas e escuras da alma humana mergulhando sempre pelo lado da psicologia nos traumas que nos definem e definem igualmente as "manias" (uso o termo numa acepção técnica da psicologia e sem qualquer carga negativa - como o autor) que nos fazem diferentes uns dos outros.

    Neste romance em particular, FEP mergulha no mundo da criação artística. O Pintor enquanto Criador-Deus e a capacidade que a arte tem de nos obrigar a desnudar a alma quando dela somos objecto são os temas principais.

    Os romances de FEP não deixam os leitores indiferentes e, muitas vezes, incomodam porque não têm peias em falar daquilo que não gostamos de reconhecer em nós mesmos mas essa é uma das funções mais importantes da literatura e da arte e é também por isso que não conseguimos fugir delas: a nossa atracção pelo abismo.

    Numa obra totalmente diferente, Dejan Tiago-Stanković, tradutor literário com quem trabalhei noutros tempos em autores como o prémio Nobel Ivo Andrić ou Dragoslav Mihailović que é igualmente tradutor para servo-croata de Saramago ou Cardoso Pires (entre outros) publicou em 2015 na Sérvia «Estoril - Um Romance de Guerra». Obra que foi finalista de vários prémios literários e que, em 2016, recebeu o Prémio Branko Ćopić da Academia Sérvia das Artes e Ciências, o mais importante prémio de romance no país e que premeia o melhor romance publicado durante o ano anterior.



    Umna obra que retrata o mundo dos exilados da segunda guerra mundial na sua passagem (e por vezes longa estada) em Portugal. Entre uma Lisboa que filtra e controla um mundo obscuro de espionagem e contra-informação por onde se movem personagens incomums como Dusko Popov, o homem que inspirou Ian Fleming (que também é personagem do romance) para o seu James Bond, e o Estoril, Riviera possível numa Europa em convulsões constantes, onde se instalam os muito ricos, imensamente influentes ou incrivelmente afortunados.

    O romance resulta de mais de um ano de investigação em documentos (muitos dos quais reproduzidos no livro) e arquivos. Alguns desses documentos, devido à língua em que tinham sido escritos nunca antes tinham sido interpretados. A trama da obra é, portanto, semi-ficcional: personagens fictícias cruzam-se com a crème de la crème europeia, com Dusko Popov e outros espiões, com loucos como Ian Fleming ou sonhadores como Saint-Exupéy.

    As questões que o livro levanta são muitas. Fala-nos de exílios numa época em que a questão é extremamente pertinente, fala-nos de como é possível "criar" numa época de destruição e sempre de como é possível sonhar. fala-nos também de Portugal nos anos 40.

  • por E-primatur
    Set 10

    Os atrasos e os cossacos

    Notícias
    Caros Leitores, temos de atrasar para o começo de 2017 a publicação de «Tarass bulba, o Cossaco» de Gogol. O motivo é bom contudo: decidimos traduzir não apenas o texto canónico mas também a primeira versão, escrita por Gogol muitos anos antes e que foi censurada pelas autoridades russas por ser demasiado "ucraniana". As diferenças são grandes (a segunda versão tem quase o dobro das páginas da primeira) e ajudam a perceber muito claramente tensões étnicas e políticas da região que levam aos actuais conflitos.

    Seja como for, já temos capa:


    Queríamos ainda explicar um pouco os atrasos que algumas edições têm tido e que vos temos vindo a comunicar. Como sabem, funcionamos num sistema de crowdfunding, o que significa que anunciamos as obras e os seus prazos de publicação com bastante antecedência. Há livros cujo processo de produção já está encaminhado (por exemplo quando somos contactados por tradutores que já têm traduções feitas), outros há em que fazemos estimativas. E quando fazemos estimativas, e porque somos humanos, é sempre possível que haja atrasos.

    Já houve atrasos porque a cartolina das capas esgotou; já houve atrasos porque o tradutor se atrasou; porque a revisão foi mais demorada. Porque, como no caso do livro do Gogol, as próprias características da edição mudaram a meio do processo; ainda recentemente o Dickens («Tempos Difíceis») atrasou-se porque decidimos incluir as ilustrações de Harry French e o prefácio de G. K. Chesterton... Assim e para resumir, a generalidade dos atrasos garantem-vos um melhor livro.

    Claro que não pretendemos sistematizar os atrasos e com cada um vamos aprendendo a corrigir/antecipar situações semelhantes no futuro.

    Ficam pois os votos para que gostem do «Tarass Bulba», esse velho e empenhado cossaco, e de que continuem a construir esta editora connosco.

  • por E-primatur
    Mai 26

    E-primatur e BookBuilders na Feira do Livro de Lisboa

    Notícias
    A E-primatur e a BookBuilders vão estar representadas no stand D20 da Livraria e Editora Letra Livre na 86.ª Feira do Livro de Lisboa.

    Quem tem o Marquês pelas costas, estamos logo ali ao lado direito quem começa a subir a feira. Venha visitar-nos bem como às excelentes editoras que partilham esse stand connosco.

  • por E-primatur
    Mar 28

    Concurso para ilustração do clássico «Bambi»

    Notícias


    Em Outubro a editora E-primatur vai publicar o clássico que encantou gerações («Bambi: Uma Vida na Floresta») naquela que será a primeira tradução a partir do texto original de Felix Salten feita desde os anos 40 do século XX.

    Decidimos abrir um pequeno concurso para encontrar o ilustrador para esta obra.

    Pretendem-se 10 ou mais ilustrações em preto e branco para o miolo do livro.

    Cada candidato deve enviar duas ilustrações para geral@e-primatur.com (com a indicação "concurso de ilustração" no assunto da mensagem).

    As ilustrações concorrentes serão colocadas, acompanhadas do nome do candidato, na página de Facebook do concurso.

    O concurso encontra-se aberto até 1 de Julho, sendo que os candidatos que concorram deverão estar prontos para, em caso de vitória, ter as restantes ilustrações prontas até 1 de Setembro.

    A vitória será decidida por três votos: 1 voto do público através do Facebook; 1 voto dos editores da E-primatur e 1 voto da directora gráfica da editora.

    O vencedor do concurso receberá 1500€ e terá o seu nome, biografia e sítio de internet (caso pretenda) referidos no livro e no nosso sítio.

    Para mais detalhes consulte a página do concurso no Facebook.


  • por E-primatur
    Out 13

    «Nos Mares do Fim do Mundo» de Bernardo Santareno

    Notícias
    Em 1957 e em 1958, Bernardo Santareno embarcou como médico de bordo na frota bacalhoeira portuguesa que se dirigia todos os anos para a Terra Nova e Gronelândia. Em blocos de notas, o jovem autor traçou pequenos quadros narrativos que realçavam o elemento humano rodeado pela mais austera natureza. Entre a linguagem poética, a reflexão e a narrativa, estes pequenos textos são um dos documentos mais admiráveis de uma realidade muito nossa ao mesmo tempo que uma obra literária assombrosa.

    Tínhamos previsto a publicação deste título ainda este ano mas tivemos de o passar para Fevereiro de 2016 pelo melhor dos motivos: enquanto analisávamos os blocos de notas nos quais Bernardo Santareno escrevera os textos que compõem este volume, encontrámos dois textos inéditos. Para além disso foram também encontradas mais de uma dezena de fotografias que não tinham sido incluídas nas edições anteriores do livro.

    Precisamos de algum tempo para trabalhar esses materiais.

    Por outro lado e através das redes sociais tínhamos desafiado os leitores a escolher entre duas capas:


    A capa vencedora foi a da esquerda mas houver muitos a votarem na da direita.

    Tomamos pois uma decisão: a edição que vai para livraria é a capa da esquerda mas, comprando pelo nosso sítio o leitor poderá escolher a edição com a capa da direita (da qual faremos uma tiragem menor) enviando-nos um e-mail após apoiar.

    Em breve daremos mais informações sobre os materiais inéditos.

Venha construir esta editora connosco